Filho de delegado de Águas Lindas citado na Monte Carlo é morto a tiros.

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O filho do delegado da Polícia Civil, Hylo Marques, citado nas investigações da Policia Federal como integrante do grupo ligado ao contraventor Carlinhos Cachoeira, foi assassinado com dois tiros na madrugada desta segunda-feira (24), na Vila Brasília, em Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana.

Segundo o delegado da Delegacia de Homicídios de Aparecida de Goiânia, que investiga o caso, Maurício Massanobu, o jovem de 22 anos estava a pé na companhia de três amigos quando foi abordado por um carro. “Eles pararam os jovens e pediram para eles se despirem e correrem, mas o filho do delegado acabou sendo atingido”, relata Maurício.
De acordo com o delegado, já existem suspeitas sobre a autoria do assassinato, mas a polícia preferiu não divulgá-las para não atrapalhar as investigações. “O que nós vamos apurar também é a motivação do crime. Não sabemos se era um roubo ou um homicídio mesmo”.

 Maurício Massanobu explica que a polícia deve começar a entrar em contato com as vítimas e testemunhas ainda nesta segunda-feira. “O que nós temos são informações preliminares ainda, mas vamos tentar ouvir os envolvidos ainda hoje, o mais rápido possível”, esclarece.


Monte Carlo
O delegado Hylo Marques está afastado da Polícia Civil por conta das investigações da Operação Monte Carlo. Citado em diversas escutas feitas pela Polícia Federal, do grupo denominado como máfia dos caça-níqueis, ele foi ouvido na sessão da CPI da Delta na Assembleia Legislativa de Goiás, em Goiânia, em julho deste ano. 
 

delegado da Polícia Civil Hylo Marques (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

Delegado Hylo Marques durante depoimento na

CPI da Delta (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

Hylo foi o primeiro a admitir que sabia da existência do esquema supostamente montado pelo empresário Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira. “Eu não tinha nenhuma dúvida de que ele era contraventor”, afirmou na época aos parlamentares.
Marques foi titular do 1º Distrito Policial (DP) de Águas Lindas, cidade goiana do Entorno do Distrito Federal, onde a quadrilha de jogos ilegais teria uma forte presença. O policial disse na CPI que conhece o suposto chefe da máfia dos caça-níqueis há mais de 20 anos, desde 1991. Segundo ele, isso acontece porque ele é da mesma cidade do contraventor: “Muita gente em Anápolis sabe quem é Cachoeira”.


Hylo ainda denunciou a atuação de outros grupos ligados à exploração de jogos de azar no Entorno do DF. “Não existe só o Carlinhos Cachoeira mexendo com jogo. Tem muitas facções aí. É uma guerra entre eles”, declarou aos parlamentares goianos em julho deste ano.

Informações do G1 GO

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