Filme brasiliense retrata a realidade da Ceilândia

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O canto do rap, as dores e cores de Ceilândia. O longa-metragem Branco Sai, Preto Fica  é um retrato dessa região administrativa considerada violenta e que é vítima de repressões policiais, racismo e outros tantos “ismos”. O documentário de Adirley Queirós é um dos destaques do 47º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. O filme, o único representante do Distrito Federal que compete na mostra das produções de longa duração, ocupará a tela Cine Brasília (106/107 Sul) hoje.


“É uma honra ter sido escolhido para representar a capital federal, principalmente Ceilândia. O espectador vai poder fazer uma volta ao tempo e ver como essa cidade era nos anos 80 e 90. É um documentário feito de uma maneira diferente”, explica o diretor.

E se é para falar de Ceilândia, Adirley entende bem do assunto. Afinal, ele mora há 40 anos na cidade. Em Branco Sai, Preto Fica, uma crítica é elaborada a partir dos personagens, todos negros.

O cenário principal é um baile black onde aconteciam grandes festas antigamente em Ceilândia. No meio da festa, tiros, correria e a consumação da tragédia na vida dos personagens: o rapper Marquin é condenado para sempre a ficar preso em uma cadeira de rodas e o amigo Choquito perde a perna após um cavalo da polícia cair sobre ele.
Ficção?

Mesmo sendo um documentário, a história não é contada de forma convencional, por meio de entrevistas jornalísticas. Os personagens interpretam eles mesmos, mas o diretor adianta que a dupla vai achar diferentes possibilidades para narrar o passado, abrindo um leque para um presente e futuro. “Marquin é, de fato, cadeirante e Choquito tem uma perna mecânica. Mas não vou dizer se na vida real aconteceu como no filme. Afinal, o filme é antes de tudo uma fabulação”, pontua Adirley.
O diretor, no entanto, adianta que a represália a esses famosos bailes realmente aconteceu. Hoje, todo o cenário e festança black foram reprimidos no centro da cidade. Restou a lembrança e o resgate feito pelo olhar clínico do cineasta.

Por Clara Camarano do Jornal de Brasília

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