Fiscal do Lixão da Estrutural é executado.

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O fiscal  G.J.S., 30 anos,   foi encontrado morto com um tiro de revólver na cabeça, por volta das 7h de ontem, no Aterro Sanitário do Lixão da Estrutural. Ele era funcionário de uma empresa de segurança que presta serviço no local e estava trabalhando no momento do assassinato.  A polícia investiga a hipótese de vingança.

 Inconformados com a falta de segurança e as péssimas condições de trabalho, colegas da vítima fizeram uma manifestacão, na  entrada do aterro, logo depois da localização do corpo. Eles teriam impedido a entrada de caminhões no local.  Os trabalhadores exigem  máscara, óculos e agasalho para se proteger da poeira e do frio à noite.
 O corpo foi encontrado por catadores que separam o material reciclável logo que chegaram para iniciar o trabalho. A vítima estava desaparecida desde 1h. Segundo informações de um colega de G.J.S., que pediu para não se identificar, a vítima havia combinado com outro fiscal de tirar o  primeiro horário de repouso, entre 1h e 3h. Com a demora,  o funcionário pensou que ele tivesse dormido ou estivesse em outro posto.  Só quando o dia amanheceu o corpo foi encontrado.

Investigação

O assassinato é investigado por agentes da Seção de Investigação de Crimes Violentos (SIC-Vio) da 8ª Delegacia de Polícia, no Setor de Indústria e Abastecimento (SIA). Eles tentam  descobrir se nos últimos dias a vítima teve desentendimento com alguém para tentar identificar a causa do homicídio.  O motivo ainda envolve mistério porque o fiscal não tinha antecedente criminal.
 Até o fechamento desta edição os policiais que trabalham no caso não haviam identificado o suspeito do assassinato.  Há indícios de que a vítima foi morta com um tiro de revólver calibre 38, disparado à queima-roupa. Mas só a perícia do Instituto de Criminalística (IC)  poderá apontar a arma usada pelo atirador. O laudo deve ser concluído em 30 dias.

Sem inimigos

Segundo informações, G.J.S. era casado e tinha dois filhos. A viúva esteve na cena do crime logo que soube da morte. Ela teria afirmado à polícia que, a princípio, o marido não tinha inimigos declarados.  A dona de casa teria dito: “Não sei como vou fazer para criar minhas duas filhas, uma de um ano e a outra recém-nascida, de um mês”.
Colegas de trabalho do fiscal dizem que ele morreu em serviço e a empresa onde trabalhava deveria arcar com o funeral. O proprietário teria prometido uma contribuição, mas os operários exigem que o patrão  seja responsabilizado. Eles prometem nova manifestação no local para impedir que caminhões entrem no Lixão da Estrutural hoje. Nenhum dirigente da empresa foi encontrado para comentar o caso.  A Polícia Civil continua a investigação.
Fonte: Ronda Policial / Colaboração: JB

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