Francisco Escórcio vai reapresentar projeto de criação do Estado do Planalto

Compartilhe essa matéria

Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on telegram

Em discurso no Plenário, hoje (27), o deputado federal Francisco Escórcio anunciou que está colhendo assinaturas na Câmara dos Deputados para reapresentar o projeto de criação do Estado do Planalto Central, de sua autoria. Em anexo, nota taquigráfica do discurso do parlamentar.



O SR.
PRESIDENTE
(Izalci)
– Próximo orador inscrito, Deputado Francisco Escórcio, que vai falar no
Pequeno Expediente, somando também o tempo da Liderança do PMDB, V.Exa. então
tem nove mais seis minutos, quinze minutos.
O SR. FRANCISCO ESCÓRCIO (PMDB-MA. Sem revisão do orador.) – Sr.
Presidente, nosso grande representante do Distrito Federal, Izalci, eu quero e
é muito oportuno V.Exa. estar dirigindo os trabalhos neste dia, porque V.Exa.
édo Distrito Federal, e é sobre o Distrito Federal que eu vou calcar parte do
meu discurso. Demais colegas, senhores funcionários desta Casa, telespectadores
e ouvintes da televisão e rádio Senado — olhe, estávendo, Onofre, parece que é
aquela coisa, o discurso que nós fazíamos sempre, e lá no Senado vivi muito
aquela Casa, mas é dali também que eu vou falar a respeito de parte da minha
vida. Deputado Izalci, V.Exa. lembra, V.Exa. ainda mais jovem, e eu também,
andando aqui pelo Distrito Federal, quando cheguei aqui vindo do meu querido
Maranhão, nos idos de 1963, muito jovem, muito jovem mesmo, em busca de
oportunidades, trilhando naquele sonho que foi aberto pelo grande Juscelino
Kubitschek de Oliveira.
Aqui estudei, aqui pautei minha vida na iniciativa privada, eu tenho um
currículo grande com relação a essa nossa querida Brasília. Brasília que é a
capital de todos os brasileiros. E aí eu quero saudar também aqui o meu querido
amigo, ex-ministro, porque nós temos uma história, esse ministro baiano que
estava falando tão bonito da Bahia, quem não tem um pedaço da Bahia no seu
coração? E eu faço essa homenagem ao senhor, que foi ministro na época em que
eu era secretário-executivo do Ministério da Integração, na época do nosso
querido e saudoso Alexandre Costa e também do Itamar Franco, que era o
Presidente da República.

Mas essa história, Deputado Jutahy,
essa história ébonita porque todo mundo gosta de saber dessas histórias.
Fui conhecendo Brasília, o Entorno de Brasília, ora vivendo em Goiás, ora
vivendo em Minas, perto de Brasília. Eu ainda ia para as festas. Eu conhecia a
cidade como a palma de minha mão. Não havia nada.
Ora, em 1963, quando cheguei aqui, Brasília tinha sido inaugurada há 3 anos.
Logo em seguida veio a ditadura militar, em 1964. Com tudo isso eu vivi e
convivi, mas eu também aparecia nos movimentos.
Presidente Izalci, não sei se V.Exa. estava aqui… V.Exa. estava aqui quando
nós pedíamos autonomia política para Brasília, e eu cansei de sair da minha
querida Taguatinga para vir para cáempunhando bandeiras e pedindo que nós
tivéssemos a representação política de Brasília em todos os níveis. O Chiquinho
trabalhou muito por isso.
Mas foi como Vice-Presidente da associação comercial que eu apareci no meio
empresarial. Aqui não havia uma tribuna como a que nós temos aqui. A tribuna
que representava era a da associação comercial, e era lá que nós fazíamos
nossas reivindicações.
Eu aprendi a gostar, amar e respeitar Brasília, e foi assim que, quando eu
cheguei ao Senado da República, em 1997, apresentei projeto para a criação do
Estado do Planalto Central. Não vamos entrar no mérito! De maneira nenhuma, eu
não quero entrar no mérito, mas houve uma discussão bonita. O Entorno, que não
era visto, o Entorno, que não era lembrado, passou a ser lembrado pelo Governo
Federal, pelo Governo do Distrito Federal, pelo Governo de Goiás e pelo Governo
de Minas. A partir desse projeto, o Entorno passou a ser visto.
Apresentando esse projeto, eu saía para Luziânia, para Valparaíso, para todas
essas cidades do Entorno de Brasília.

E eu me lembro da vez em que levava
o presidente da CCJ , o Senador Lobão. E, aí, a expectativa era muito grande
nesse Entorno para a criação desse Estado e mexeu com o sentimento dessa
população, quando foi escolhido para ser o relator desse projeto o saudoso e
homem probo, um homem que deixou história no Senado da República, o Senador
Jefferson Péres, do Amazonas.
Ele não quis ter a responsabilidade própria de relatar a favor da criação desse
Estado. Ele fez várias e várias consultas populares, ele fez aqui reuniões, e
eu lembro que, naquela época, eu já tinha uma oposição ferrenha, que era a
Câmara Distrital.
A Câmara Distrital, na figura da sua presidente, veio aqui para pedir de
maneira não democrática o arquivamento dessa minha proposição. E, aí, o
Jefferson Péres não quis fazer. Ela éque foi para o arquivo. De tanto fazer a
maldade, ela não fez com que esse projeto fosse arquivado. Eu me refiro à
Presidente Eurides Brito, que teve a coragem não democrática de vir aqui para
pedir o arquivamento desse projeto.
Jefferson Péres, duro, ouvia os movimentos, ouvia a sociedade, e eu, no
Entorno, falava em todos os lugares. E aqui nós tivemos vários debates no
Senado da República com a presença de Governadores, e isso começou a incomodar
os governantes de Goiás que não faziam nada por esse Entorno, começou a
incomodar aqueles que não faziam nada de Minas Gerais e também de Brasília.
E, toda vez que o Entorno precisava de algo, essa daqui era exatamente a carta
marcada para poder mostrar que aquela população precisava de carinho e de amor
e que estava jogada à própria sorte.

E eu dizia naquela época que já mostrava todos os estudos de que essa região de
Brasília seria muito perigosa, violenta e está aí o que nós estamos vendo.
Senhores, lá mais na frente, no ano de 2002, esse projeto, de acordo com a lei,
estabelecia a criação de novos Estados e novos Municípios. Eu tive de
reapresentá-lo. Então, quem foi de novo escolhido para ser o Relator, quem já
conhecia a matéria? O saudoso Jefferson Peres. Incomodava, sim, o Marconi
Perillo, o Demóstenes Torres. Aí é onde eu quero mostrar uma coisa incrível:
passaram a ter uma implacável situação com o Chiquinho Escórcio, e o Chiquinho
Escórcio não desistiu.
Agora, senhores, para minha surpresa, desagradável, eu digo, eu mando buscar o
meu projeto, porque — eu quero chamar a atenção da imprensa brasileira — quando
eu pensava que o meu projeto tinha um rito normal, porque, está aqui, vão
buscar nos Anais do Senado, Jefferson Peres dá um parecer favorável ao
plebiscito e diz com todas as letras que é viável a criação do Estado do
Planalto Central.
Antes de falecer, ele deu entrada a esse projeto. O parecer desse projeto é de
2006. Pasmem, na República de Marconi Perillo e a República do Demóstenes
Torres, em 2009, como num passe de mágica, eles fizeram tudo, bola passando do
Demóstenes Torres, que era o grande homem dessa República, o vestal da
moralidade, o homem que foi ao Senado da República e pediu a minha demissão,
inventando um caso horroroso, ainda mais, patrocinado com a coautoria da Veja.

Está aqui, Sr. Policarpo, o senhor me colocando como o maior araponga deste
Brasil, mexendo com a minha família, mexendo com meus amigos. E eu, quietinho,
não podia dizer nada. Mas, agora vem a justiça do céu e diz assim: Chiquinho,
ela tarda, mas não falha
.
Eu vou voltar à criação do Estado do Planalto Central. Izalci, não estou
entrando no mérito da questão. Estou entrando exatamente na República de faz de
tudo. Em 2009, arquivaram o processo em que havia sido dado parecer favorável
ao plebiscito no Senado da República. Isso é para ser estudado também. É a
República que estamos vendo aí, caindo e se desmanchando, porque maior é o
poder de Deus.
Eu quero dizer ao povo de Goiás e ao povo de Brasília que, de novo, estou
colhendo assinaturas na Câmara dos Deputados para reapresentar aquele projeto.
Pelo menos, Izalci — não estou entrando no mérito —, nós temos que ter a
possibilidade de nos debruçarmos num projeto que ganhou com mais de 70% no
entorno.
Eu tenho aqui as duas pesquisas feitas naquela época. Sem nada, saíamos para o
entorno, mas, pela necessidade, dava mais de 70%; e, em Brasília, mais de 50%,
com as cidades satélites envolvidas. Seráque nós podemos deixar de trazer uma
discussão que é boa? É boa porque o Governo Federal, o Governo do Distrito
Federal, o Governo de Goiás e o de Minas não podem dar as costas para a
população que aqui vive e que pode colocar em xeque a Capital de todos os
brasileiros.
Sou maranhense sim, senhor. Tenho orgulho da minha terra, mas posso dizer que,
assim como Brasília me deu oportunidade na vida, quero dar oportunidade de nós
rediscutirmos Brasília.

Eu tenho um amor muito grande por
esta terra, esta terra que foi criada com dignidade, com amor e com a
determinação de um grande estadista, Juscelino Kubitschek de Oliveira.
Perdoe-me o povo do Maranhão, mas eu não posso ser ingrato com aqueles que
foram muito gratos para comigo. Esse é o sentimento que eu carrego no peito, o
sentimento da gratidão. E eu aprendi que o homem que não é grato por aquilo que
recebe com amor e carinho não é digno de ser feliz
Neste dia maravilhoso em que os senhores estão me dando oportunidade de ter
Izalci na presidência desta Casa, eu quero dizer ao Brasil inteiro que eu tenho
duas mães, uma mãe que é o Maranhão, mas também uma mãe que é Brasília. E eu
quero demonstrar, com esse meu gesto, o carinho e a gratidão que eu tenho por
esta terra.
Muito obrigado.
Um bom dia para todos.


Deputado Franscisco Escórcio.


Deixe uma resposta

Veja Também:

Últimas Postagens

Siga-nos nos Facebook

%d blogueiros gostam disto: