Gangue dos alvarás enterra o sonho de P.O. disputar eleição

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Foto: Arquivo Notibras

O sonho do empresário Paulo Octavio de disputar um cargo eletivo no próximo ano começa a ir por água a baixo. A eventual candidatura sofreu um baque na manhã da quinta-feira 7, quando policiais civis tomaram de assalto as dependências de dois dos seus hotéis, em busca de documentos envolvendo corrupção em Águas Claras e Taguatinga; e praticamente desmoronou no final da tarde, quando prestou depoimento ao delegado que investiga o caso.

– Ele (o ex-governador Paulo Octávio) é suspeito. Não veio aqui como testemunha, disse o delegado Fábio Souza, referindo-se ao envolvimento do político no suposto esquema de corrupção que levou para a cadeia o administrador de Águas Claras Carlos Sidney de Oliveira. Seu colega de Taguatinga, Carlos Alberto Jales, está foragido.
A polícia tinha ordem da Justiça de levar Paulo Octávio para depor a todo custo.  Se necessário, até mesmo sob coerção. Mas o maior empreendedor imobiliário individual da capital da República não foi localizado na parte da manhã, quando promotores e agentes da Polícia Civil se espalharam pela cidade com mandados de busca, apreensão e prisão.
No meio da tarde, Paulo Octávio decidiu comparecer à Central de Polícia Especializada. Não ficou detido por não ter havido flagrante e por estar na companhia de um dos seus advogados. Quando deixou as instalações da CPE, ele disse ser testemunha em todo o processo. Mas o delegado Fábio Souza reafirmou que o empresário é suspeito de participar do esquema que facilitava a concessão de alvarás em Águas Claras e Taguatinga. E portanto, começa a ser investigado.
Paulo Octávio assumiu recentemente o comando do PP no Distrito Federal. O partido é da base aliada do governador Agnelo Queiroz. No meio político o que se comenta é que se o affair alvarás tiver prosseguimento, os tentáculos da Justiça abraçaram o ex-governador. Caso essa hipótese se confirme, será um nome a menos nas urnas eleitorais do próximo ano.
Informou o Notibrás

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