GDF: Disputa tem oito pré-candidatos.

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Rodrigo Rollemberg (PSB) pode continuar pela disputa ao governo se houver parceria com José Antônio Reguffe (PDT)Rodrigo Rollemberg (PSB) pode continuar pela disputa ao governo se houver parceria com José Antônio Reguffe (PDT)
A disputa pelo Palácio do Buriti nas eleições de 2014 possui seu primeiro esboço. Com o fim do prazo para filiações partidárias no sábado (5), o cenário político apresenta, até agora, oito potenciais candidatos ao governo do Distrito Federal. Entretanto, a provável chave para o sucesso nas eleições de 2014 será a união de alguns grupos na escolha de um candidato que tenha potencial eleitoral e que represente os interesses dos partidos. Para isso, será necessário deixar as vaidades de lado e focar em um nome mais forte e viável.


Até a semana passada o quadro estava formado por Agnelo Queiroz (PT), Joaquim Roriz (PRTB), José Roberto Arruda (PR), Rodrigo Rollemberg (PSB), Luiz Pitiman (PSDB), Eliana Pedrosa (PPS) e Antonio Carlos de Andrade, o Toninho do PSol. Porém, na segunda-feira (7), o PDT lançou o deputado federal José Antônio Reguffe como pré-candidato ao governo, o que deixa a disputa mais concorrida. Outra decisão que pode interferir no rumo da campanha eleitoral do DF é o fato de Marina Silva ter se filiado ao PSB, partido de Rodrigo Rollemberg. A ex-senadora teve o maior número de votos na capital federal nas eleições de 2010, quando se candidatou à presidência da República.


Apesar de ter sido lançado como candidato ao governo, não é descartada a candidatura de Reguffe ao Senado, pois é provável que o PDT faça uma aliança com o PSB. Com a união, Rollemberg continuaria como candidato ao governo do DF e Reguffe passaria a concorrer à vaga de senador. Em entrevista ao Jornal da Comunidade, Reguffe informou que não vê problema em apoiar o PSB.


O PDT lançou o deputado federal José Reguffe como pré-candidato ao governo do Distrito Federal nas eleições de 2014

O PDT lançou o deputado federal José Reguffe como pré-candidato ao governo do Distrito Federal nas eleições de 2014

“É preciso resgatar o valor da política e quero estar em um projeto diferente. O PDT-DF me lançou como pré-candidato ao governo, mas eu não serei candidato a todo preço. Tenho vontade de concorrer, porém, não vou transigir de meus princípios. Defendo uma candidatura própria do PDT tanto no DF como em nível nacional. Mas, não tenho problema em apoiar o Rodrigo, desde que ele atenda a forma que defendo de fazer política”.


Para Reguffe, o Estado está apropriado pelos partidos políticos. “É preciso recuperar a função principal dos partidos, que é devolver serviços públicos de qualidade ao contribuinte. É necessário recuperá-los para o cidadão. É por isso que eu apoio o projeto Rede, pois ele possui uma nova forma de fazer política”, disse.


Como Reguffe foi um dos principais incentivadores da criação do partido Rede Sustentabilidade, que teve o registro negado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Marina Silva informou que apoiará o deputado na candidatura dele e destacou que não é militante do PSB, a aliança é programática. Porém, a ex-senadora acredita na união de Rollemberg e Reguffe.


Com os principais nomes lançados no primeiro desenho da disputa pelo Buriti, os partidos pequenos e as legendas que não fazem parte da base de apoio do governo despertarão o interesse das siglas maiores, que tentarão se coligar para ganhar força e tempo de TV e rádio na campanha eleitoral. O prazo final para formar as alianças é no dia 30 de junho de 2014.

Disputa pela presidência
De acordo com Paulo Kramer, nas próximas eleições a disputa pela presidência da República será tripolarizada, já que além de Aécio Neves (PSDB), Eduardo Campos e Marina Silva (PSB) também vão brigar para tirar Dilma Rousseff do poder. “O segundo turno é bem provável, ainda mais com Marina Silva apoiando o Eduardo Campos. Além disso, quem tem as alianças com forças mais atrasadas é a Dilma. Aécio, Eduardo e Marina são mais modernos”, avalia o especialista.
Paulo Kramer diz que acredita que a próxima eleição não será tão polarizada e haverá uma terceira vertente para concorrer

Paulo Kramer diz que acredita que a próxima eleição não será tão polarizada e haverá uma terceira vertente para concorrer


Para Antônio Flávio Testa, a briga pela presidência pode favorecer o PSDB. “Os tucanos ainda podem mudar a candidatura posta, uma vez que é possível o crescimento da aliança entre Campos e Marina. Mas ainda é cedo para afirmar isso. Pelo quadro atual, Dilma só vence se for no primeiro turno, porque se houver segundo turno, é possível um grande reordenamento de alianças e isso pode comprometer seu projeto de reeleição”, analisa.

Rollemberg – Reguffe
Fleischer diz que eleição de  2014 depende de Roriz e Arruda

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A união do PDT e do PSB para concorrer ao Buriti não é descartada. Rollemberg disse que está conversando com Reguffe e os dois estão analisando as possibilidades de uma aliança. “Essa semana já nos encontramos pessoalmente e nos falamos por telefone. Acho que o Reguffe é um excelente nome lançado pelo PDT ao governo, mas acredito que estamos em um momento de unir forças para discutir melhorias para o DF. No momento adequado vamos nos unir e definir quais os melhores nomes para a chapa. Eu e Reguffe temos a grande oportunidade de construir uma aliança forte e o DF precisa disso”, explicou.


Sobre o apoio de Marina ao pedetista, Rollemberg disse respeitar a preferência da ex-senadora. “Vejo de maneira natural esse posicionamento. Ela entrou para o PSB para fazer uma aliança programática e deixou claro, que mantém sua identidade de Rede. Considero válida a preferência pelo Reguffe, até porque sabemos que ele é próximo dela e participou intensamente das articulações para a efetivação da Rede no DF”.

Opinião de especialistas

Antônio Testa diz que briga pelo Buriti promete ser acirrada

Antônio Testa diz que briga pelo Buriti promete ser acirrada

Na visão de Paulo Kramer, cientista político da Universidade de Brasília, o cenário presidencial poderá refletir o cenário político do DF. “A união de Eduardo Campos e Marina Silva pode ajudar Rodrigo Rollemberg a subir nas pesquisas. Roriz e Arruda ainda são, hoje, os nomes mais cotados quando se realiza pesquisas de intenção de votos. Entretanto, Agnelo Queiroz tem a vantagem de ter o poder nas mãos. O  governador não fez muito pela saúde e educação, porém é um candidato competitivo e possui fortes aliados”, opina.


Kramer acredita que a próxima eleição não será tão polarizada e haverá uma terceira vertente para concorrer. “Se Rollemberg e Reguffe se unirem se tornarão candidatos fortíssimos e, podem formar uma frente ética contra os antiéticos. Mas tudo depende da situação de Roriz e Arruda, pois a população ainda tem o conceito de votar em “quem rouba, mas faz”, o que é terrível”.


O resultado das eleições de 2014 depende da candidatura de Arruda e Roriz, segundo David Fleischer, cientista político da UnB. “Se os caciques da política não puderem se candidatar, Rollemberg seria o principal oponente de Agnelo. Se ele se unir ao Reguffe, com certeza ficará mais forte, sem contar que ainda existe o apoio de Marina Silva. Entretanto, Agnelo tem a máquina nas mãos, o que é vantajoso. Mas, como ele não fez praticamente nada pela saúde pública, que era algo que ele tanto prometia, está com alto índice de rejeição”, acredita.


Para Antônio Flávio Testa, cientista político da UnB, a briga pelo Buriti promete ser acirrada.“Tudo indica que haverá uma concentração entre o atual governo, o PSB e os tucanos, caso consigam fazer uma aliança com Arruda e Roriz. Não creio que deslanche a candidatura do PDT, a não ser que façam uma aliança com o PSB e os nanicos de esquerda. Mas para isso é necessário que Reguffe ou Rollemberg,  abra mão da cabeça de chapa. Reguffe tem boa aceitação de parte do eleitorado. Mas é importante lembrar que foi bem votado para o Legislativo. Para o Executivo, a eleição é outra”, destaca.


Apesar do povo brasileiro sempre alegar que está descrente com a política, quando chega o período de propagandas eleitorais, a população se envolve e acredita em promessas, avalia Testa. Segundo ele, o marketing político contribuirá para os votos. “Reguffe construiu uma imagem que foi muito beneficiada pelo escândalo da Caixa de Pandora. O governo tem uma imensa fortuna para gastar e fazer seu proselitismo político.


PSB-DF realiza ato político

O Partido Socialista Brasileiro do Distrito Federal (PSB-DF) realiza, no sábado (12), o lançamento dos pré-candidatos a deputados distritais e federais pela legenda socialista para as eleições de 2014. O ato político, às 9h na sede do PSB Nacional, contará com a presença do presidente Marcos Dantas, do senador Rodrigo Rollemberg e de membros da Executiva Regional. Para o próximo ano, o partido tem a perspectiva de formar chapas completas de candidatos a deputados distritais e federais. O que representaria cerca de 60 pretendentes à Câmara Legislativa e 30 postulantes a cadeiras na Câmara dos Deputados, incluindo a reserva de 30% das vagas a candidatas mulheres.


Durante o lançamento, será concedido espaço para que todos os pré-candidatos se apresentem e contem um pouco da trajetória pessoal e política. O ato será marcado pela confraternização entre filiados que já foram candidatos pelo PSB e militantes que concorrerão pela primeira vez a uma eleição, representando os ideais socialistas.

Informou Jornal da Comunidade

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