GDF investiga uso indevido de armas por agentes penitenciários e policiais.

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O governo do Distrito Federal instaurou nesta terça-feira (4) dez processos disciplinares para investigar agentes de atividades penitenciárias suspeitos de uso indevido de armas. Entre os casos analisados está o de um agente que usou uma arma para furar a bola do filho de uma vizinha, na Estrutural.


Também é alvo de processo administrativo o agente que disparou uma arma e atingiu o pé de uma mulher dentro de uma boate, em Taguatinga, e o agente que deu uma coronhada em um segurança de uma casa noturna após se recusar a pagar R$ 5 para entrar no lugar.

Policiais

Policiais civis e militares também são suspeitos de uso indevido de armas. Em janeiro, um sargento da PM matou uma jovem e feriu outra durante briga de trânsito. Um mês depois, um PM matou a própria mulher e em seguida se matou em Águas Claras.

Em maio, um policial civil matou um PM no Areal. Na semana passada, um policial militar matou outro oficial da corporação depois de uma confusão em frente a uma boate em Águas Claras.

No início da carreira, todo policial ou agente penitenciário precisa fazer exame psicotécnico, um teste que avalia o estado mental e psíquico. No entanto, o exame não é refeito em nenhum momento ao longo dos anos para verificar se o profissional continua em condições de trabalhar com arma de fogo.


De acordo com a PM, os policiais são observados no dia a dia, mas cabe ao oficial informar se estiver passando por problemas.

“Na parte psicológica, se o policial apresentar qualquer desvio, tem que ter a ética de avisar o comando. E o comando oficia ao centro de assistência social e o policial é avaliado”, afirmou o chefe de comunicação social da PM, coronel Paulo Roberto Maciel.

O presidente do Sindicato dos Agentes em Atividades Penitenciárias, Leando Vieira, disse que é preciso mais acompanhamento. “Não existe acompanhamento psicológico. O problema de saúde do servidor penitenciário tem que ser resolvido com a máxima urgência”, disse Vieira.

De acordo com o psicólogo Alder Bonfim, a falta de acompanhamento dos policiais é um risco. “Essa avaliação tem que ser contínua, não pode ser só naquele momento em que o policial está sendo preparado para ir para a rua. Naquele momento, o sujeito pode estar mentalmente são, mas pode haver desequilíbrio em função do trabalho”, disse Bonfim.
Reestruturação

A Secretaria de Segurança informou que criou um grupo de trabalho para analisar a reestruturação da carreira dos agentes de atividades penitenciárias. Esse grupo está discutindo mudanças no atendimento médico e psicológico dos profissionais.
 
Do G1

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