Governador em exercício, Filippelli quer mostrar que crise já passou.

Compartilhe essa matéria

Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on telegram

Do correio Web.
Ana Maria Campos



Como governador interino, Filippelli não pretende fazer gestos 
ousados que representem ruptura com o PT (Rafael Ohana/CB/D.A Press - 
10/6/11)
Como governador interino, Filippelli não pretende fazer gestos ousados que representem ruptura com o PT

Em viagem oficial à China, o governador Agnelo Queiroz (PT) transferiu ontem o comando do Distrito Federal ao vice, Tadeu Filippelli (PMDB), em meio a uma tensão entre os dois principais partidos que compõem a aliança em torno do Palácio do Buriti. Na interinidade até a próxima terça-feira, Filippelli vai trabalhar para contornar a crise provocada pela demissão do deputado federal Luiz Pitiman na Secretaria de Obras. O governador em exercício não fará gestos ousados que representem uma ruptura com a administração de Agnelo. Pelo contrário, ele pretende demonstrar em discursos que o PMDB quer deixar os desentendimentos no passado.

Na noite de ontem, Filippelli representaria o governo em solenidade recheada de petistas: o recebimento do Plano Anual de Investimentos e Serviços do Orçamento Participativo do Distrito Federal, no Museu da República. O documento foi elaborado pelos conselheiros do programa, com base em reivindicações da comunidade. O modelo de democratização dos gastos orçamentários foi idealizado na gestão de Cristovam Buarque, primeiro governador petista no DF, entre 1995 e 1998, mas suspenso nas administrações seguintes. Ao preparar o discurso, Filippelli começou o texto com um “companheiros e companheiras”.

Na semana passada, o recado duro ao PT já foi dado. No programa do PMDB que foi ao ar em inserções de 30 segundos, Filippelli deixou claro que o partido estava cumprindo todos os termos acordados com o partido de Agnelo na campanha de 2010, quando as legendas decidiram se coligar. “O PMDB não fugiu a suas responsabilidades, não criou obstáculos para o governo, não rompeu compromissos, não fraquejou”, afirmou. E acrescentou, citando “um novo caminho” numa alusão à marca de campanha da dobradinha PT-PMDB: “O grande compromisso do PMDB é com Brasília e com o verdadeiro novo caminho”.

Numa demonstração de respeito a Agnelo, Filippelli vai preparar uma pasta com todos os atos que assinar até a volta do governador da China. O petista embarcou ontem com destino a Shenzhen, cidade ao Norte de Hong-Kong, onde participará da abertura da XXVI Universíade, uma competição internacional que ocorre a cada dois anos e reúne esportistas universitários para disputar modalidades olímpicas. Agnelo representa o Brasil, uma vez que Brasília concorre com outras duas cidades para sediar o evento esportivo em 2017. Ele chega à China apenas amanhã e embarca de volta no domingo. Chegará de volta na terça-feira, depois de uma longa viagem, com duas conexões em aeroportos na Europa. Filippelli deverá buscar Agnelo no aeroporto e neste momento entregará a ele um relatório com todas as decisões tomadas na ausência dele.

Gestos
A viagem de Agnelo é uma oportunidade para Filippelli demonstrar que a parceria entre eles vai bem. Ontem, em entrevista ao Correio, o governador em exercício disse que o PMDB aprova a indicação do engenheiro Oto Silvério Guimarães para a Secretaria de Obras. “O PMDB se sentiu respeitado e atendido com a escolha do novo secretário de Obras”, declarou Filippelli. Presidente da Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap) no governo de Cristovam, Guimarães tem bom trânsito no setor de construção civil e é considerado um técnico com traquejo político. Agnelo anunciou que se tratava de uma escolha pessoal que não desagradaria aos partidos da base de sustentação.

De acordo com aliados de Agnelo e Filippelli, governador e vice têm uma boa relação, são afinados e têm respeito mútuo. O problema são as crises entre petistas e peemedebistas na base, além do apetite do PT em relação ao quinhão destinado ao PMDB no governo. A tensão foi grande a ponto de Filippelli buscar no vice-presidente da República, Michel Temer, apoio para manter os compromissos pré-eleitorais. Ex-presidente nacional do PMDB, Temer é um dos principais avalistas desse acordo.

Na disputa
Com o apoio do Ministério do Esporte, Brasília disputa com outras duas cidades a escolha para sediar a Universíade de verão em 2017. A capital brasileira tem como concorrentes as cidades de Taipé, em Taiwan, e Kocaeli, na Turquia. A decisão é tomada pela Federação Internacional de Esporte Universitário (Fisu) e será anunciada em novembro.

Deixe uma resposta

Veja Também:

Últimas Postagens

Siga-nos nos Facebook

%d blogueiros gostam disto: