Grupos políticos de olho em 2014.

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alberto fragaNuma estratégia para montar um grupo forte formado por políticos que já estiveram no poder, até desafetos podem se unir. O importante é reunir forças. Abatidos por crises, mas ainda com capital eleitoral considerável, Joaquim Roriz e José Roberto Arruda, ambos sem partido, são dois nomes que podem construir uma alternativa de poder e de conquista de objetivos comuns. É o que apostam aliados dos dois ex-governadores do Distrito Federal. Além deles, políticos como o ex-vice Paulo Octávio, os deputados federais Luiz Pitiman (PMDB) e Izalci Lucas (PSDB) e a distrital Eliana Pedrosa (PSD) se movimentam de olho em 2014.

Um dos que tem trabalhado a construção de uma via com todos os chamados “partidos conservadores” é o presidente regional do DEM, o ex-deputado Alberto Fraga. Ex-secretário de Transportes, Fraga é um dos interlocutores dos dois ex-chefes do Executivo que já foram aliados, mas se tornaram inimigos principalmente depois da Operação Caixa de Pandora.
Os próximos nove meses serão decisivos para a definição das filiações partidárias e da montagem das listas dos candidatos para 2014. Em outubro, a um ano das próximas eleições, os exércitos partidários estarão compostos para início das negociações sobre alianças. Até lá, haverá uma intensa movimentação política. Apesar de distante, Arruda é considerado um nome ainda com força para desequilibrar uma eleição, pelo cacife que reuniu ao longo de mais de duas décadas na política. Por isso, é respeitado principalmente entre representantes do PSDB e do DEM, duas legendas integrantes do governo nos três mandatos anteriores ao atual.
Esses partidos compuseram a administração de Roriz e Arruda. A estratégia desses opositores de Agnelo Queiroz hoje é conquistar quadros e aliados para ampliar o grupo político. Pelo DEM, Fraga tenta formar uma aliança que contaria com democratas, tucanos e integrantes do PPS, PTdoB, PR, PP, além de rorizistas. “Nesse momento, sou pré-candidato ao governo. Mas abro espaço para quem tiver mais condições de representar essa possível aliança”, afirma Fraga. Entre os partidos visados, pelo menos dois, PR e PP, são hoje parceiros de Agnelo. O PPS esteve na coligação com o PT em 2010, mas rompeu no ano passado.
Conversa
Fraga conversou com Roriz durante as festas de fim de ano e quer estreitar os laços. Aposta que Roriz, mesmo sem condições legais de se candidatar, em virtude da Lei da Ficha Limpa, será um eleitor importante na próxima disputa. No PSDB, há opções ao governo como os deputados federais Luiz Pitiman — hoje no PMDB, mas com convite para mudar de partido — e Izalci Lucas. Presidido pelo ex-secretário de Obras Márcio Machado, o PSDB também abrirá espaço para Paulo Octávio, caso o ex-vice-governador opte pelo retorno à vida pública.
Arruda, com discrição, faz análises políticas com o grupo mais próximo que sempre o acompanhou, como o ex-presidente da Terracap Antônio Gomes. Eles analisam pesquisas de opinião que ainda colocam Arruda com um percentual alto de aprovação, apesar das denúncias da Operação Caixa de Pandora. Entre os políticos com mandato mais próximos de Arruda está Pitiman. Presidente da Novacap na gestão do ex-governador, o deputado é um dos nomes cotados para a disputa ao Palácio do Buriti pelo grupo adversário de Agnelo. No primeiro ano do governo petista, Pitiman, então secretário de Obras, era um dos parceiros do governador do DF e do vice-governador Tadeu Filippelli (PMDB). Hoje, no entanto, adotou uma postura crítica.
Sonho
Pitiman nunca escondeu sonho de concorrer ao GDF no futuro, planos que externou a petistas ainda na condição de aliado. Esse projeto pode ter se aproximado em virtude do rompimento com o governo. Na própria base que elegeu Agnelo, surgiram dois potenciais candidatos ao Buriti: o senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) e o deputado José Antônio Reguffe (PDT-DF). Para aumentar as condições de disputa, eles, no entanto, precisam conquistar parceiros. O caminho natural desses políticos que sempre militaram no espectro da esquerda é ampliar forças na base petista.
Para Reguffe, há alternativa de se aliar ao PSol, legenda que conta com dois potenciais candidatos ao Buriti: Antônio Carlos de Andrade, o Toninho do PSol, e a ex-deputada Maria José Maninha. Embora Roriz não aprove, há rumores de que a deputada distrital Liliane Roriz (PSD) possa se aproximar de Rollemberg na campanha de 2014. Para o senador socialista, essa aliança traz vantagens e dissabores.
A pessoas próximas, Rollemberg admite acreditar na força eleitoral de Roriz. No PSB, no entanto, há divergências sobre o impacto de uma dobradinha como essa. Existem riscos de ganhos e também de perdas, uma vez que o eleitor do PSB sempre votou contra Roriz. Na família do ex-governador, a filha mais velha, deputada Jaqueline Roriz (PMN-DF), sempre manteve uma boa relação com Arruda e pode ser uma das interlocutoras para a aproximação dos ex-governadores que hoje ainda não se falam.
Por ANA MARIA CAMPOS
Fonte: CORREIO BRAZILIENSE – 11/01/2013

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