Homem que manteve criança refém em rodoviária é encontrado morto em Jataí-GO.

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Anderson Rodrigues Lima, 30 anos, que manteve refém por mais de quatro horas um menino de três anos, na sexta-feira (8/2), em um terminal rodoviário de Jataí, a 322 km da Capital, foi encontrado morto no início da tarde de ontem. O corpo do suspeito estava na cela de triagem do presídio da cidade. Detentos localizaram o cadáver pendurado numa viga por um tecido que lhe estrangulava o pescoço, sugerindo suicídio. Inquérito policial foi aberto e laudo pericial determinará se o homem cometeu suicídio ou foi assassinado.

Na cela de triagem da cadeia pública de Jataí, utilizada como antessala, na qual detentos aguardam identificação no sistema prisional para serem depois transferidos para cela definitiva, onde cumprirão penas, havia 18 detentos, além de Anderson Rodrigues Lima, no início da tarde de ontem.


Quando os agentes carcerários receberam o chamado dos detentos, acionaram a polícia e o Instituto Médico Legal (IML) de Jataí para remover o corpo do sujeito e fazer exame cadavérico. Polícia Civil (PC) instaurou inquérito para investigar causa da morte e trabalha com duas possibilidades: suicídio e homicídio doloso.


Segundo Paula Daniela Ruza, a PC trabalha com a hipótese inicial de suicídio, mas não descarta a possibilidade de outra causa para a morte de Aderson. “O laudo pericial da Polícia Técnica vai ajudar no estabelecimento de qual linha de investigação vamos seguir e uma sindicância também será aberta para ouvir os 18 presos e os agentes penitenciários que estavam de plantão no momento do suposto suicídio. Vamos corroborar todas as informações”, afirmou.

De acordo com a delegada plantonista do 1º Distrito Policial de Jataí, Paula Daniela Ruza, o corpo de Aderson Rodrigues foi encontrado no início da tarde de ontem em local utilizado pelos detentos como banheiro da cela. Ele estaria dependurado em uma viga, com um lençol amarrado no pescoço.


Ainda de acordo com a delegada, a Polícia Técnica foi acionada e um laudo pericial apontará qual linha de investigação será seguida pela Polícia Civil. Inicialmente se trabalha com a hipótese de suicídio, mas não se descarta a possibilidade de homicídio. Os 18 presos, bem como os agentes carcerários plantonistas, deverão prestar depoimentos nas próximas horas de hoje e as informações colhidas serão comparadas com o laudo cadavérico e perícia técnica.


ASSASSINATO

Na tarde de ontem, informações preliminares do laudo cadavérico sugeriam que Aderson poderia ter sido agredido antes da morte, pois teria marcas no corpo, provocadas por objeto contundente. “Não podemos ainda afirmar categoricamente se foi suicídio ou homicídio. Além dos sinais de enforcamento, o médico legista identificou marca de pancada na cabeça, corte no pescoço e lesão na mão. Ainda não sabemos se as lesões foram provocadas antes da prisão de Aderson”, afirmou a delegada.

Joaquim Munduruca
Do Diário da Manhã

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