Hospitais do DF oferecem tratamento pela internet, Ceilândia terá esse serviço nos próximos dias.

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Pacientes que apresentam quadro clínico de infarto, Acidente Vascular Cerebral (AVC) e traumas terão o atendimento agilizado com o uso de alta tecnologia, pela Telemedicina por Solução Robótica. Com os novos recursos, disponíveis a partir de hoje (3), no Hospital de Base, os médicos poderão consultar e obter parecer de especialistas pela internet.

Os hospitais de Ceilândia, Gama, Taguatinga e Sobradinho terão esse serviço nos próximos dias. Ao todo, foram investidos R$ 2 milhões na compra de cinco equipamentos que serão distribuídos nos quatros hospitais estrategicamente selecionados para trabalhar com a Telemedicina, além do HBDF.

“Escolhemos Sobradinho, pois contempla Planaltina; Ceilândia, porque é o hospital de relevante quantitativo populacional; Taguatinga, pelo porte e referência, e o Gama, por também acolher Santa Maria. Dessa forma o benefício terá maior abrangência”, explicou o secretário de Saúde, José Bonifácio Alvim.

O HBDF será o serviço orientador dos quatro hospitais através de um especialista de plantão, 24 horas por dia, na Sala Vermelha da unidade. O parecer médico poderá ser emitido em até 15 minutos.

“Quando o especialista for acionado, poderá, em tempo real, examinar, consultar exames, tanto na parte de bioquímica quanto na parte de imagem. Além disso, poderá emitir parecer em até 15 minutos e orientar o profissional que se encontra na regional qual o melhor procedimento para o paciente”, acrescentou o secretário.

O HBDF é referência em Trauma, Infarto Agudo do Miocárdio e AVC, com especialistas que atendem as demanda do DF e ainda de outras regiões. Com a Telemedicina, os pacientes poderão ser atendidos sem a necessidade de deslocamento.

“O que a gente faz é dar o suporte do especialista para a regional para evitar a vinda desse paciente para o HBDF. Por isso, acreditamos que, numa fase mais avançada, podemos realizar todo o tratamento pela Telemedicina. Inclusive, pacientes do interior da Bahia, do Piauí, que são regiões que atendemos naturalmente, não precisariam perder tempo no seu deslocamento”, destacou o neurocirurgião do HBDF, Ronaldo Maciel.



DIAGNÓSTICO DE INFARTO – O serviço de diagnóstico rápido de infarto já é uma realidade em todos os hospitais da rede pública do DF. Além disso, 90% dos centros de saúde também contam com a ajuda da Telemedicina e já contabiliza 30 exames por semana.

Pacientes com sintomas que sugerem infarto e arritmia são avaliados de forma on-line por médicos do Hospital do Coração, em São Paulo. Exames como Eletrocardiograma e Monitoração Ambulatorial da Pressão Arterial (Mapa) são realizados conforme a indicação médica e, em até 10 minutos, a unidade de origem recebe o laudo informando o diagnóstico do paciente.

“A Telemedicina é importante principalmente no diagnóstico de infarto e arritmias pois, nesses casos, o diagnóstico precoce permite o tratamento de imediato, já que o exame é realizado na hora”, lembrou a coordenadora de cardiologia da Secretaria de Saúde, Edna Marques.

Com a Telemedicina, o Distrito Federal destaca-se por oferecer o melhor tratamento para o Infarto Agudo do Miocárdio, pois a rapidez no diagnóstico dá celeridade ao encaminhamento direcionado para Hemodinâmica, possibilita a realização de Angioplastia Primária.

“De abril de 2013, até julho deste ano, nós já realizamos 295 procedimentos de angioplastia primária. Isso só foi possível devido ao diagnóstico precoce e a rapidez nos encaminhamentos que também contam com a ajuda do tele-infarto”, explicou Edna.

TELE-INFARTO – Para facilitar todo esse fluxograma, a Secretaria de Saúde criou um canal de comunicação interna entre os profissionais da rede pública para agilizar o deslocamento de pacientes entre as unidades.

“Quando o paciente recebe o diagnóstico no posto de saúde e precisa de encaminhamento para outros serviços, o profissional que o assiste liga para o tele-infarto, que é um número para a comunicação entre os servidores. Isso agiliza o deslocamento para os hospitais de referência no DF”, concluiu a coordenadora.​

Agência Brasília

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