Hospital Regional de Ceilândia cria cartilha para orientar pais de crianças com diabetes

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Ka era uma garotinha que não
entendia porque acabou internada no Hospital Regional de Ceilândia (HRC). Não
compreendia porque não ia poder mais comer nada que tivesse açúcar. Ela não
sabia o que era essa tal diabetes que a partir de então teria de conviver. E
por mais que os médicos tentassem explicar para ela e para a mãe, não adiantava.

Estava lançado, então, um desafio para a
equipe multiprofissional da pediatria do HRC: como fazer com que Ka aceitasse o
tratamento? “Foi então que sentamos com os residentes e internos da
Universidade de Brasília e construímos uma cartilha da criança com diabetes,
para mostrar, de forma lúdica, o que é essa doença e como trata-la”, conta
a supervisora de enfermagem do setor e uma das criadoras do livreto, Arlete
Hosana.

Em setembro do ano passado o grupo de
profissionais fez o conteúdo, criou uma personagem com o mesmo nome da
garotinha internada no HRC e a metodologia já foi aplicada em quatro crianças
que já passaram pela internação da unidade desde então.

“A criança e a família chegam aqui sem
entender o porquê dos sintomas devido a insulina estar muito alta. Com a
explicação por meio da cartilha, eles passam a entender. Nunca mais nenhuma
delas precisou ser internada e fazem acompanhamento ambulatorial”, explica
a enfermeira.

PILOTO –
O projeto criado no Hospital Regional de Ceilândia será apresentado, até julho,
nos comitês de ética da Universidade de Brasília e da Secretaria de Saúde.
” A ideia é que todas as pediatrias da rede pública de saúde possam adotar
essa cartilha como forma de orientar os pais e preparar as crianças para que
elas se ajudem no tratamento”, explica Arlete Hosana.

Segundo a estudante de
enfermagem Mariana Mendes, uma das criadoras da cartilha, o material passará
por uma avaliação focal com outras crianças e poderá, inclusive, sofrer
alterações de forma a melhorar a didática.

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