Indícios de irregularidades no concursos da polícia civil e PM / GO faz Núcleo de Seleção da UEG cancelar concurso

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(Foto: Reprodução)
Indícios de irregularidades nos gabaritos das provas dos concursos das Polícias Civil e Militar de Goiás provocaram o cancelamentos dos certames, conforme anunciaram ontem o Núcleo de Seleção da Universidade Estadual de Goiás (UEG) e a Secretaria de Gestão e Planejamento (Segplan), que realizam conjuntamente o certame.



A decisão afeta mais de 53 mil candidatos que se inscreveram para os cargos de delegado e escrivão da Polícia Civil (PC) e soldado, combatente cadete e oficial de saúde da Polícia Militar (PM). O concurso de agente da Polícia Civil, que seria realizado no próximo domingo (3/3), também foi cancelado.

O cancelamento foi provocado após denúncias de fraude por parte dos candidatos, que, em redes sociais, apresentaram o gabarito oficial preliminar do exame com sequências de letras. O Ministério Público Estadual (MPE), por meio do Centro de Apoio Operacional do Patrimônio Público, também recebeu diversas queixas, registradas até mesmo antes de ontem. Segundo a assessoria de imprensa do órgão, nas denúncias realizadas pelos candidatos ao certame constam irregularidades tanto no gabarito quanto no edital, entre outros supostos erros.

(Foto: Reprodução)



Conforme Eliana Machado Nogueira, o Núcleo de Seleção não confirmou nenhuma irregularidade no gabarito, mas afirmou que uma sindicância irá apurar o caso. Segundo a diretora, o sistema de editoração do departamento, que faz embaralhamento das questões, utilizou um método de repetição, fazendo com que as questões ficassem de forma aleatória.

“Mesmo sem constatar irregularidades, e primando pela transparência e isonomia na seleção, resolvemos cancelar todos os certames já realizados”, explicou a diretora que afirmou não poder passar muitos detalhes sobre o sistema de editoração justamente para preservar a segurança nos concursos.



Eliana Machado ainda informou que a opção de cancelamento de todos os concursos partiu porque só agora o Núcleo de Seleção percebeu que os outros concursos já realizados também continham sequências aleatórias nas repostas. Mesmo com essa coincidência, a diretora do Núcleo não acredita em irregularidade. “Por isso mesmo decidimos refazer todas as provas, antes que sejamos acionados judicialmente”, explicou.

Jairo Menezes
Do Diário da Manhã

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