Intervenção de Agnelo no transporte rima com reeleição.

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Vice Tadeu Filippelli e o governador Agnelo Queiroz:
intervenção no transporte público do DF requer solução
rápida, senão…
Governar a capital do país onde todas as correntes políticas e interesses econômicos convergem dá vantagens e desvantagens ao gestor: fartura de verbas a perder de vista, mas também muita vigilância da mídia. Este tem sido o cardápio desde o momento em o Distrito Federal conquistou sua independência administrativa e política. Para os mais saudosistas, bons tempos era quando não se tinha a Câmara Legislativa. Estes senhores de outros tempos são uma minoria imperceptível e saudosista, mas reflete um pensamento do inconsciente coletivo. A maioria dos cidadãos sensatos começa a cultuar uma crença de que a origem de todas as mazelas, atrapalhadas políticas e administrativas do Distrito Federal têm origem na Câmara Legislativa. “A falta de um projeto que vise beneficiar a cidade e não só os interesses eleitoreiros a cada dia deixa a população mais descrente com nossos representantes”, desabafa o ex-assessor de um conhecido deputado.


Para este personagem, o governador Agnelo Queiroz percebeu que se não focar suas ações na gestão, o balaio de gatos da Câmara Legislativa vai levá-lo para o fundo do descrédito e da derrota política. “Será lembrado pela História como um governante fraco, inseguro e refém dos interesses menores do legislativo.” Esta análise curta e precisa deve ter alcançado a mente do governador. Quer pelo alerta de seu grupo ou pela sua percepção política. Agnelo não está muito preocupado com as futricas da CL e vai remando o barco da reeleição. Montou uma agenda positiva e comparece todos os dias em eventos públicos, mesmo que seja para receber críticas. “O governador está mais preocupado com a população do que com os deputados. Ela percebeu que só ele tem condições de reverter o quadro negativo de sua gestão. Portanto, não vai esperar nenhuma ajuda dos deputados, até mesmo de seu partido”, analisa a fonte.

Acompanhando a agenda do governador, percebe-se que ele adotou um figurino mais populista e menos tecnocrata, em que uma horda de assessores cerca o mandatário, distanciando-o dos cidadãos. Talvez este novo Agnelo perceba o ganho que teve ao decretar a intervenção no Grupo Amaral, detentores de reclamações e anos a fio de descaso com a população. Ao tomar esta medida drástica, referendada pelo seu vice, Tadeu Filipppelli (PMDB), Agnelo mandou um duro recado aos demais empresários que exploram a concessão pública do transporte coletivo no DF: acabou a tolerância. O risco é passar o tempo e a população ficar sem os novos e velhos ônibus. Aí doutor Agnelo pode dar adeus à sua reeleição. Se a burocracia e a lentidão da máquina pública atrasarem este processo de renovação, todo o seu esforço e do vice-governador vão rolar com as águas de março.
Jornal Opção

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