JÚRI DE CEILÂNDIA CONDENA ACUSADOS DE HOMICÍDIO E TENTATIVA DE HOMICÍDIO.

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O Tribunal do Júri de Ceilândia condenou dois jovens por homicídio e tentativa de homicídio por briga em condomínio na cidade satélite. Cleverson Ronan de Castro Gomes foi condenado a 18 anos e 8 meses de reclusão e Cássio Fernando Moreira de Souza foi condenado a 11 anos e 5 meses de reclusão. Ambos em regime fechado.  

Narra a denúncia que, “no dia 1º de abril de 2012, Cleverson Ronan de Castro Gomes envolveu-se em breve entrevero com uma pessoa que participava de uma festa no Condomínio Cinco Estrelas, em Ceilândia/DF. Em seguida, ele teria passado de moto na frente da casa e efetuado disparos de arma de fogo para o alto. Logo depois, Cleverson teria atirado contra Luciano Rocha Bezerra e João Matheus Cordeiro da Rocha Bezerra.  As duas vítimas, então, acompanhadas de um menor, saíram de carro à sua procura. Ao perceber a aproximação do veículo, o denunciado, conhecido pela alcunha de Pica-Pau, teria disparado contra o automóvel, atingindo um dos passageiros. O carro colidiu com um muro e Luciano saiu do veículo. O réu teria atirado contra ele e desferido-lhe uma coronhada na cabeça, matando-o. Em seguida, os denunciados Fernando Olinto do Amaral e Cássio Fernando Moreira de Souza, acompanhados de outro adolescente, golpearam João Matheus com instrumento contundente, causando-lhe lesões. Explica a peça acusatória que Cleverson teria concorrido para a prática desse crime na medida em que auxiliou os outros acusados e o adolescente, fornecendo-lhes a arma de fogo com a qual agrediram João Matheus, bem como determinando que o matassem. Ao perceber que Luciano estava morto, João Matheus tentou fugir do local, sendo perseguido por Fernando, Cássio e pelo adolescente. Os três alcançaram João Matheus. Dois deles o seguraram e o terceiro apontou uma arma para sua cabeça e acionou o gatilho que não disparou. A arma teria sido entregue por Cleverson. Diante disso, Fernando teria desferido coronhadas na cabeça do rapaz”. Entende o Ministério Público que esse crime foi cometido mediante recurso que dificultou a defesa da vítima, pois estava contida por duas pessoas, enquanto era golpeada na cabeça. Explica a promotoria que João Matheus “somente não veio a óbito por não ter sido atingido em região de letalidade imediata, bem como pelo fato de ter recebido pronto atendimento médico”.
Quanto ao comportamento da vítima que faleceu, o juiz entendeu que de certa forma ela contribuiu para o cometimento do crime, na medida em que teria ido ao encontro do acusado, supostamente para tomar-lhe satisfações acerca de disparos efetuados na frente de sua casa, sendo que, ao encontrá-lo, teria arremessado seu veículo contra o acusado, atingindo-o, inclusive. A vítima da tentativa de homicídio ficou com os movimentos de um dos dedos comprometidos, com prejuízo na execução de sua atividade laboral, já que trabalha como jardineiro.
Os jurados decidiram pela condenação do acusado Cleverson Ronan pela prática dos crimes de homicídio consumado, na modalidade simples, tentativa de homicídio na forma qualificada, disparo de arma de fogo em via pública e corrupção de menor; e pela condenação do acusado Cassio Fernando pelos crimes de tentativa de homicídio na modalidade qualificada e corrupção de menor.


TJDFT

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