Leitos do Hospital Regional de Ceilândia estão infestados de baratas

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[G1DF] Vídeos feitos por um
internauta mostram duas baratas subindo pela grade da cama de um paciente no
Hospital Regional de Ceilândia, um dos maiores do Distrito Federal. O paciente
estava dormindo e nem percebeu. Em nota, a Secretaria de Saúde negou faltar
limpeza na unidade, mas disse que vai acionar a empresa responsável pela
manutenção para reforçar o serviço no setor de ortopedia e fechar todos os
ralos após a limpeza.

As imagens foram gravadas por João Ricardo, filho de um
idoso de 75 anos que aguarda há um mês para fazer uma cirurgia de fêmur. Ele
conta que já presenciou outras situações semelhantes. “Como eu passo a noite
acordado, várias vezes eu já vi baratas andando em cima das camas dos
pacientes. Não foi só uma vez não, isso é toda noite. Uma vez, agora um tempo
atrás, foram trocar a roupa de cama do meu pai e foi achado seis baratas
embaixo da fronha, do travesseiro dele.”

A reportagem da TV Globo esteve no local na noite desta
quinta-feira (1º) e encontrou vários acompanhantes de pacientes reclamando da
falta de higiene no pronto-socorro. A dona de casa Iraci Leite conta que o
marido dela está internado por ter rompido um tendão. “Tem muito lixo jogado,
assim, bem sujo, as lixeiras estão até as tampas [cheias].”



A operadora de caixa Gabriela dos Santos relata situação
semelhante. “As funcionárias não estão recolhendo o lixo, lá a gente tem que
estar colocando o lixo e apilhando, porque não estão retirando. As pessoas
vomitam no chão, e [a gente] tem que chamar pra eles virem limpar, o banheiro
não está tendo papel higiênico. Está feia a situação ali dentro, dá até nojo de
você usar alguma coisa nesse hospital.”

Pacientes e familiares também
se queixam da falta de material hospitalar. Uma garota de 6 anos teve de voltar
para casa sem engessar o pé, que estava fraturado, porque não havia gesso. “Aí
chega a gerente do hospital e manda ela comprar gesso. É uma vergonha para
gente que está pagando os nossos impostos em dia e vendo essa calamidade. Não é
uma vergonha para Brasília, capital do país?”, questionou a dona de casa
Carolina Melo.

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