Líder de movimento social é preso no DF por extorsão e organização criminosa

Compartilhe essa matéria

Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on telegram

A
Polícia Civil do Distrito Federal prendeu na manhã desta terça-feira (1/12),
pelo menos seis pessoas ligadas a movimentos sociais acusadas de extorsão. A
“Operação Varandas” começou nas primeiras horas do dia e é comandada pela
Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Deco). Agentes da especializada
cumprem 12 mandados de prisão por organização criminosa. Os envolvidos também
são suspeitos de homicídio.

Um dos principais acusados de envolvimento no esquema, Edson Francisco
da Silva, líder do Movimento de Resistência Popular (MRP), está entre os
presos. Quatro armas de fogo, um carro de luxo e R$ 26 mil, em dinheiro, foram
apreendidos até o momento.
Endereços 
Ao longo de 2015, integrantes do Movimento Resistência Popular pelo
Direito à Cidade (MRP) ocuparam cinco endereços diferentes. Em setembro,
passaram uma semana em frente ao Ministério das Cidades e mais de dois meses no
estacionamento da Secretaria de Agricultura, à margem do Eixão Norte, em
barracas de lona.

Após serem retirados da área pública pela Polícia Militar, em uma operação
surpresa, os sem-teto aproveitaram um bloqueio judicial que determinou o
fechamento do St. Peter Hotel, no Setor Hoteleiro Norte, e tomaram conta do
prédio, permanecendo no empreendimento por oito dias. Donos do edifício
alegavam que o prédio havia sido recém-reformado e estava quase pronto para
reabrir. Foi necessário acionar a Justiça e cortar água e luz, na tentativa de
obrigar os manifestantes a saírem por conta própria.

O GDF preferiu não entrar em confronto, e, mesmo com autorização judicial,
preferiu não retirá-los à força. Após negociações, os sem-teto firmaram acordo
com o Executivo e foram transferidos para o Clube Primavera, em Taguatinga,
comprometendo-se a não edificar ou desmatar a região. Os termos foram
desrespeitados e, menos de um mês após a mudança, foram retirados em operação
da PM, em 20 de outubro. No total, 56 construções irregulares foram removidas
na área do clube, também abandonado. 

O último ponto ocupado foi o Torre Pálace Hotel, no Setor Hoteleiro
Norte, onde parte do grupo ainda permanece. Na manhã desta terça-feira (1º/12),
Polícia Civil fez buscas no local.  



Informações do Correio Braziliense

Deixe uma resposta

Veja Também:

Últimas Postagens

Siga-nos nos Facebook

%d blogueiros gostam disto: