Lula sobe no palanque ao lado de Agnelo em Ceilândia

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Sem a candidata à presidência Dilma Rousseff, sem voz após campanha na Bahia, mas ao lado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Agnelo Queiroz (PT) participou ontem à noite de comício em Ceilândia. O governador disse que era “o comício da vitória” e que daria início “à virada”.

O evento marcou a reta final da campanha para o governador, que tenta a reeleição e ainda não sabe se vai para o segundo turno, como demonstram as pesquisas de intenção de voto.
Em discurso rápido, Agnelo Queiroz assegurou: “Esse é o comício da nossa vitoria. Hoje é o dia da virada”.


Projeto político

Agnelo acusou os institutos de pesquisa de “manipulação” e advertiu que a força de sua candidatura não seria diminuída por ela. Contou que duas pessoas denunciaram o Ibope por sequer colocar seu nome como alternativa. 

Entretanto, avisou, “nós estamos calejados e não permitiremos”.
“Nossa maior missão e reeleger a presidenta Dilma e continuar o projeto que no presidente Lula começou. O projeto que está em curso é  o do povo brasileiro”, disse.

Ao prometer a virada, Agnelo afirmou que não se pode parar o processo de transformação da cidade: “ Vamos por a militância na rua”.
Com endereço certo, alfinetou: “não vamos dar a chance de quem nunca fez nada por Brasília e nem administrou nada e que entrou pela janela no serviço publico governar essa cidade.

Terra arrasada

De acordo com Agnelo, “pegamos essa cidade como terra arrasada”. A partir daí, “elaboramos politicas públicas e fizemos mais do que qualquer outro governo. Enfrentamos o cartel do transporte e temos ônibus novos”.

Na habitação, disse o governador, o Distrito Federal sequer era credenciado no  Minha Casa Minha Vida. No entanto, seu governo — assegurou, entregou  12 mil apartamentos e chegará a 100 mil no segundo mandato. Agnelo ainda se referiu a grandes investimentos na saúde, embora admitisse  que “temos que fazer muito mais”

Ex-presidente faz defesa dos avanços do PT

O ex-presidente Lula também discursou no comício. Disse para os militantes presentes que não iria convencer ninguém que estava ali a votar no governador Agnelo Queiroz. Mas lembrou que o Brasil nunca teve um governo que priorizasse tanto as classes mais baixas como o PT. “No tempo de Getúlio pensavam que o trabalhador sequer tinha direito a férias, para não gerar o ócio”, afirmou o ex-presidente.
Lula, no entanto, convocou os brasilienses: “Não preciso falar para vocês o que o Agnelo esta fazendo. Mas vocês não tem que agradecer porque essa é a obrigação de quem recebe os impostos. Nós que temos que pedir desculpas pela paciência de vocês. Me dizem de vez em quando que o Agnelo vai perder porque não sabe falar, é inibido, não sabe mandar. Um líder sabe pedir”, disse. “Temos muitos defeitos, mas as nossas virtudes são muito maiores. Agnelo, o povo quanto mais tem mais quer!”, completou.

Lula lembrou dos desafios e da hostilização que o PT enfrenta. “Eles não perdoam o PT”, disse, referindo-se às elites e à oposição. Eles não admitem que um metalúrgico sem diploma seja o presidente que mais fez no país, ou que uma militante, que foi torturada, tenha conseguido enfrentar a maior crise econômica”, disse.

Saiba mais

Compareceram ao comício 20 mil pessoas, segundo os organizadores.
O vice-governador Tadeu Filippelli falou sobre o novo quadro surgido após longos anos de rivalidade entre PT e PMDB no Distrito Federal. Após todos os conflitos, como resultado de uma política de aproximação desenhada no governo Lula,  acabaram reproduzindo a aliança nacional no DF e as conquistas da atua gestão.
Também falou no comício o ex-prefeito petista de Anápolis Antônio Gomide, que é candidato a governador de Goiás e aposta no eleitorado da Região Metropolitana.

Por Suzano Almeida do Jornal de Brasília

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