Luziânia: Ex-governador Joaquim Roriz articula candidatura à prefeitura de Luziânia

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Do Correio Braziliense

Afastado da disputa
ao Executivo local no ano passado em virtude do debate sobre a Lei da
Ficha Limpa, o
ex-governador articula candidatura à prefeitura de Luziânia. Para tanto,
costura parcerias e estuda mudança de partido





O governador de Goiás, Marconi Perillo, é um dos incetivadores da 
migração de Joaquim Roriz para o PSDB (Iano Andrade/CB/D.A Press - 
4/2/06)
O governador de Goiás, Marconi Perillo, é um
dos incetivadores da migração de Joaquim Roriz para o PSDB


Governador
do Distrito Federal por quatro mandatos, mas obrigado a interromper a
carreira pública por força da Lei da Ficha Limpa, Joaquim Roriz (PSC) se
prepara para voltar à ativa comendo pelas beiradas. Roriz está
inclinado a se candidatar à prefeitura de Luziânia (GO), cidade do
Entorno do DF onde nasceu e foi eleito pela primeira vez para o cargo de
vereador. Desgastado pela sucessão de derrotas políticas que sofreu
desde a renúncia ao mandato de senador, em 2007, o ex-governador não
desistiu das urnas. Pretende, no entanto, ensaiar seu retorno em um
reduto mais modesto, de 100 mil eleitores.

Como há eleições para
prefeito em 2012, ele terá de resolver sua situação eleitoral e
partidária nos próximos dois meses. Para ser candidato em Luziânia,
município goiano a 66 quilômetros de Brasília, o ex-governador do DF
terá de mudar seu domicílio eleitoral a, no máximo, um ano do pleito
municipal, ou seja, até o primeiro domingo de outubro. Esse também é o
prazo limite para que ele defina uma eventual troca de partido. Roriz
discute com aliados a possibilidade de migrar para o PSDB do governador
de Goiás, Marconi Perillo.

No mês passado, os dois estiveram
juntos na casa de Roriz. Perillo ofereceu ao ex-governador do DF apoio
para disputar qualquer prefeitura do Entorno, com a promessa de que
daria ao político sinal verde para tratar das questões da região
adjacente ao DF. A possibilidade de parceria entre Roriz e Perillo em
2012 foi um dos assuntos bastante comentados na festa da Romaria, em
Trindade, em 3 de julho. Na ocasião, políticos de Goiás trocaram ideias
com figuras públicas do DF sobre as tratativas para a candidatura de
Roriz em território goiano.

Na esteira da conversa entre Roriz e
Perillo, o atual prefeito de Luziânia, Célio Silveira (PSDB), e o
vice-prefeito, Eliseu Melo (PMDB), também se reuniram com o
ex-governador do DF. Caso Roriz se confirme candidato à prefeitura de
Luziânia, o grupo que hoje comanda a cidade abrirá mão de fazer o
sucessor. Como Célio está no segundo mandato, o nome trabalhado na base é
o do vice, que aceitaria disputar de novo o segundo posto numa chapa
liderada por Roriz. Célio confirmou ao Correio o encontro e o teor da
reunião ocorrida há alguns dias. “Temos muita simpatia pela ideia da
candidatura de Roriz. Ele ajudou muito o município e, se quiser disputar
a eleição, terá o apoio do nosso grupo, com 13 partidos”, disse o
prefeito.

Respaldo
Seja
no DF ou em Goiás, Roriz terá antes de conseguir o respaldo da Justiça
para sua candidatura, considerada ficha suja pelo Tribunal Superior
Eleitoral (TSE) em 2010. Os ministros do TSE definiram que políticos
condenados por decisão colegiada ou aqueles que renunciaram ao mandato
para escapar de cassação ficariam impedidos de se candidatar. Mas, em
seguida, o Supremo Tribunal Federal acabou decidindo que as novas regras
não valeriam para o pleito daquele ano. A essa altura, Roriz já havia
desistido de concorrer ao Governo do DF e orientado a mulher, Weslian
Roriz, a disputar em seu nome.

Assim como a de vários outros
políticos enrolados com a Justiça, a situação de Roriz não é estável
(leia Para saber mais). Pessoas próximas ao ex-governador contaram que
ele consultou os advogados recentemente para saber suas chances legais
de participar das eleições municipais. Na avaliação de alguns aliados,
ele não deve concorrer sob o risco de sofrer mais desgastes com um
eventual impedimento em 2012.

Ao decidir que a Lei da Ficha Limpa
não valeria em 2010, mas as regras seriam observadas a partir das
próximas eleições, o STF não se posicionou sobre a questão da
retroatividade. Esse é um ponto fundamental para a situação política de
Roriz e que deve ser tratado na Ação Declaratória de Constitucionalidade
nº 30 ajuizada pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em maio deste
ano. Em 2007, Roriz renunciou ao mandato de senador para escapar de um
processo iminente de cassação de mandato motivado pelo escândalo da
Bezerra de ouro. Segundo entendimento do TSE, ele estaria impedido pelos
próximos oito anos de concorrer a mandatos eletivos. Mas esse é um
debate que em breve será reaberto pelos ministros do Supremo.

Região integrada
É composto por 22
cidades que integram a chamada Região Integrada de Desenvolvimento do
Distrito Federal e Entorno. Abrange uma área de 55,4 mil quilômetros
quadrados, cuja população estimada pelo IBGE em 2010 chega a 3,7 milhões
de pessoas.

41 anos de
carreira

Joaquim Roriz começou a fazer política em Luziânia na
década de 1970, quando se tornou vereador de seu município natal e, em
seguida, foi eleito deputado estadual por Goiás. Disputou e venceu a
eleições para deputado federal, vice-governador e chegou à prefeitura
de Goiânia em 1987,como interventor. Um ano depois, iniciou a carreira
em Brasília, quando foi indicado pelo ex-presidente da República José
Sarney para governar o Distrito Federal. Em 1990, Roriz disputou e
venceu seu primeiro pleito na capital da República. Por uma década e
meia, ele manteve um grupo político forte no DF, dando um breve
intervalo durante o governo de Cristovam Buarque. O declínio de Roriz
começou com a renúncia dele ao Senado.

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