Manutenção de emprego dos rodoviários no processo de transição do transporte público é debatido em Comissão Geral.

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Rodoviários do Distrito Federal lotaram as galerias da Câmara Legislativa na tarde de ontem (5) para comissão geral proposta e presidida pelo deputado Chico Vigilante (PT), que debateu sobre a categoria, especificamente a manutenção dos empregos e garantias trabalhistas, no processo de transição do transporte público do Distrito Federal. Para o parlamentar, líder do Bloco PT/PRB, este é um dos assuntos mais importantes nesta nova fase do novo sistema de transporte coletivo do DF, os primeiros ônibus começam a circular no dia 1º de julho. Compuseram a mesa o presidente do Sindicato dos Rodoviários, João Osório, secretário de Transportes, José Valter Vazquez, diretor Financeiro do Metrô, Alberto Castilho e diretor Técnico do DFTrans, Lúcio Lima.

Chico Vigilante abriu a Comissão Geral fazendo uma ressalva ao momento pelo qual passa, o falecimento de um irmão: “Fiz questão de manter esta comissão mesmo num momento de extrema dor, porque eu perdi meu irmão ontem, mas a melhor maneira de homenageá-lo, que era um homem muito lutador, é trabalhando”, observou emocionado.
O parlamentar destacou que a categoria é uma das mais aguerridas e relembrou a primeira greve dos rodoviários, num período marcante para a democracia do país, 1º de abril de 1985, fazendo um resumo histórico da luta até os tempos atuais. “Estamos chegando ao final de um processo que foi muito duro e que muita gente não acreditava. O secretário de Transportes, sob a orientação do governador Agnelo e do vice, Filippelli teve que enfrentar mais de 170 ações administrativas e judiciais”, disse Chico, e completou que os rodoviários, muitos deles já de cabelos brancos, doentes, em função da profissão, estão com o medo de perderem seus empregos. “E me preocupou sobremaneira, sobretudo ao ver pessoas dizerem que tem que junto com os ônibus têm que mudar também os rodoviários, mas nós temos certeza que com tudo o que eles passaram, estão aptos a continuarem”, disse o distrital. E garantiu que o GDF está se mobilizando na defesa dos trabalhadores.
O secretário de Transportes tranquilizou os rodoviários e ressaltou que o processo de transição mexe com a vida de 15 mil trabalhadores, mas que o governo, por meio do DFTrans está se preparando para resolver a situação da categoria da maneira menos danosa possível para os rodoviários. Segundo ele, o governo não tem instrumento legal para exigir as contratações, “mas iremos agir para conseguir sucesso junto às empresas”. E destacou que a área mais difícil de renovação é a de manutenção mecânica, em razão de os ônibus serem todos novos.
José Valter relembrou o processo todo desde o início destacando que naquele início o governo passava por uma crise institucional muito grande. “Não existe na história deste país uma licitação que mudou 60% das operadoras. Em geral, 90% permanecem, mas nós estamos só início do desafio”, argumentou ele, acrescentando, que este primeiro passo foi muito importante, “Mas os próximos são tão duros como esse. Vamos mexer com gente, e a sociedade vai ter que mexer nos seus hábitos”, enfatizou.
Para ele os dois grandes desafios são: a chegada da frota nova que vai exigir a mobilidade e fazer uma discussão com os trabalhadores novos, e ressaltou que os rodoviários precisaram passar por treinamento para operar os novos ônibus e se adequarem ao processo de integração.
Manutenção dos empregos e garantias trabalhistas
O presidente do sindicato, João Osório ressaltou a facilidade de diálogo da categoria com este governo, dentro da Secretaria de Transportes como algo inusitado e benefício para todos, quando eles obtiveram plano de saúde e odontológico, e reajuste salarial, em dois anos seguidos, 2011 e 2012, sem precisar de greve. “Sempre defendemos a renovação da frota e a licitação de um sistema novo de transporte público”, observou. Mas reconheceu que existe muita preocupação dos rodoviários.
“Por um conjunto de fatores, os trabalhadores estão apreensivos com a manutenção dos empregos”. Para ele, são dois os grandes objetivos da categoria: contratação dos trabalhadores e garantias das verbas indenizatórias. “A indenização trabalhista talvez seja a melhor contribuição que a CLDF pode nos dar, atuando junto ao governo para resolver essa questão e não nos deixar ir parar nas mãos dos empresários”, pediu João Osório.
Um rodoviário no governo para negociar o processo de transição
Lúcio Lima, diretor técnico do DFTrans observou que nos passado os rodoviários fizeram greves para serem recebidos pelo secretário de Transportes. “Por aí percebe-se a diferença de gestões passadas para este governo. Nós vamos fazer o impossível para garantir os empregos dos companheiros”, observou. Conforme o diretor, de um lado há o compromisso do governo para não haver demissões em massa e do outro lado os rodoviários, porque sem eles não tem como os ônibus rodarem. “Estamos caminhando juntos em busca de solução”, garantiu Lima, que é coordenador do processo de transição no que tange à categoria.
Também presente ao evento, Alberto Castilho, diretor financeiro da Companhia Metropolitana (Metrô/DF) informou que o Metrô está se preparando e aos funcionários para garantir um sistema de bilhetagem aberta.
Passaram pela Comissão diversos parlamentares, todos se somando ao objetivo da discussão proposta por Chico Vigilante, entre eles o presidente da CLDF, Wasny de Roure, a líder do governo, Arlete Sampaio, o deputado Aylton Gomes e Robério Negreiros. Eles também aproveitaram para prestar condolências a Chico Vigilante pela perda do irmão, ao mesmo tempo em que elogiaram a atitude do distrital de manter a Comissão Geral num dia de pesar e dor.
Chico Vigilante finalizou a audiência garantindo aos rodoviários: “Nós temos lado e nós sempre estaremos ao lado de vocês”, destacou. Muitos rodoviários agradeceram o debate e a determinação do deputado em lutar ao lado da categoria.

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