Metralhadora giratória na Câmara Legislativa.

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Se já andava turvo o clima na Câmara Legislativa, muito pior ficou após os distritais retornarem do final de semana. É que o advogado do deputado Raad Massouh (foto), Lincoln de Sena Moura, divulgou dossiês sobre outros distritais. Lista processos a que estão respondendo e faz comentários, como “Sem qualquer coerência, sem qualquer transparência” ou “Câmara Legislativa,  incoerente e sem transparência, tá na hora de abrir o verbo é geral”. Os textos são acompanhados de listagens de processos, hoje em tramitação, contra deputados distritais.
Lista de processados

Na lista dos processados estão os distritais Eliana Pedrosa, Liliane Roriz, Aylton Gomes, Doutor Michel, Rôney Nemer, Agaciel Maia, Cristiano Araújo e Patrício. O advogado pergunta: “Esses são os julgadores!…será que se auto-julgarão???”
Estratégia que prevalece é a do “todo mundo faz”
Em um primeiro momento, os distritais se surpreenderam. Afinal, entre os oito citados por Lincoln de Sena Moura estão dois que não  são vistos como votos certos pela cassação. Já se sabe, porém, que a manifestação do advogado se encaixa em uma estratégia. Moura afirma que “chega de usar um boi de piranha pra esconder as desmazelas”. Trata-se de referência a texto divulgado por um jornalista, aliás figura polêmica, que foi contratado por Raad Massouh. Nesse texto, o profissional defende a tese de que Raad Massouh, assim como o deputado federal Natan Donadon ou o ex-ministro José Dirceu, é apenas um bode expiatório, sacrificado por seus pares para salvarem as cabeças. Afinal de contas, diz textualmente, “alguém tem de ser punido para que os demais não sejam”. No caso específico de Raad, o jornalista assegura que ele “fez o que quase todos os deputados distritais fazem — inclusive seus principais acusadores — em um valor pequeno para a realidade da Câmara”.
Peregrinação suspensa
Até o final de semana, Raad vinha peregrinando pelos gabinetes da Câmara Legislativa, expondo suas razões aos colegas. Ontem não visitou nenhum. Pelas contas dos próprios deputados, já se pode considerar 11 votos  certos pela cassação, supondo-se que estejam na lista a maioria dos dez que prometeram abrir o voto mesmo que o Judiciário decida tornar secreto o voto — isso, claro, se Raad recorrer à Justiça, o que ele ainda não deu mostras de fazer. Mas há forte lobby também a seu favor, estimulado pelo Palácio do Buriti. 

Informou Do alto da Torre / Jornal de Brasília

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