Militares, comando-geral e governo começam a ensaiar uma reaproximação.

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Os comandantes-gerais da Polícia Militar, Anderson Moura, e do Corpo de Bombeiros, Júlio César dos Santos, se reuniram na noite de ontem (10) com representantes dos militares do DF na tentativa de chegarem a uma solução sobre as reivindicações da categoria, que ficaram nacionalmente conhecidas após o início da “Operação Tartaruga”. Antes, os comandantes se encontraram com o governador do DF, Agnelo Queiroz, para discutir a pauta de reivindicações das tropas.

Para a categoria, os dois encontros são um claro sinal de que o governo resolveu negociar após ficar mais de dois anos ignorando as revindicações dos militares. “Desde 2012 estamos nessa luta. Mas, agora, um clima de diálogo tem se instalado. Desde a última semana o governo demonstrou interesse em dialogar conosco e atender nossas demandas”, comemora o coordenador do fórum dos associados da PM e dos Bombeiros, coronel Mauro Manoel Brambilla.
Segundo o comandante-geral da PM, o governador deu ordens para a corporação se empenhar em corrigir as distorções salariais provocadas em governos anteriores. “Estamos conversando com os setores técnicos. Acredito que, até o final da semana, teremos uma resposta”, afirma Anderson Moura, que reiterou a normalidade do patrulhamento policial por todo o DF. “Temos acompanhado a atuação dos policiais militares nas ruas para garantir o aumento da produtividade”, completa.
Entre as principais demandas discutidas na reunião entre os representantes dos militares e o governo estão a isonomia salarial, a restruturação dos cargos e as melhorias nas condições de trabalho dos bombeiros e policiais. “Somos as carreiras de segurança pública no DF com os menores salários. É preciso corrigir essas distorções, além de dar qualidade e equipar a PM e os bombeiros, que têm estruturas sucateadas”, defende Brambilla.
Até o fechamento desta edição, nenhuma das partes havia se manifestado sobre o conteúdo da reunião.


Novo panorama

O segundo final de semana de fevereiro registrou uma queda considerável na quantidade de homicídios no DF. De acordo com informações preliminares da Secretaria de Segurança Pública, entre sábado e domingo, apenas um homicídio foi registrado na capital do país. Cenário bem diferente do registrado nos dias 1 e 2 de fevereiro, quando o DF teve 11 mortes.
O especialista em segurança pública e professor da Universidade Católica de Brasília Nelson Gonçalves diz que ainda é cedo para poder afirmar que a queda na violência se dá pelo fim da “Operação Tartaruga”, que foi determinada pela justiça há quase duas semanas. “A retomada das operações trazem impactos diretos, nem que seja uma maior sensação de segurança”, explica. “Se essa queda tiver realmente relacionada com a ação dos praças, só teremos como garantir isso se os números continuarem a cair nas próximas semanas”, completa o professor.
Da Redação do Alô

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