Ministério Público Federal vai monitorar obras da UnB Ceilândia.

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O procurador pediu informações sobre andamento dos processos que levaram à rescisão do contrato GDF-UniEngenharia, o compromisso da UnB de assumir a obra e a possibilidade de contratação emergencial
 

O Ministério Público Federal vai acompanhar as obras da UnB Ceilândia. Em reunião nesta sexta-feira, 21 de outubro, Carlos Henrique Martins Lima, procurador da República, demonstrou confiança nos esforços da Universidade de Brasília para concluir a construção. “A principal informação é que a universidade está trabalhando para finalizar o primeiro prédio até o início do semestre que vem. Isso já trará uma grande alteração no cenário do campus”, disse. O encontro entre integrantes da Administração Superior, representantes do Ministério da Educação e estudantes foi marcado após pedido de audiência da aluna Mariana Nereu, do curso de Terapia Ocupacional.
O procurador pediu à UnB que apresente informações referentes à Unidade de Ensino e Docência (UED) sobre os seguintes itens: andamento dos processos que levaram à rescisão do contrato entre o Governo do Distrito Federal e a UniEngenharia, o compromisso da UnB de assumir a obra e a possibilidade de contratação emergencial. Também pediu posicionamentos sobre a Unidade Acadêmica (UAC). “Precisamos ter um quadro de previsibilidade da situação”, disse o procurador da República.
Davi Diniz, chefe de gabinete do reitor, começou a reunião fazendo um histórico sobre a expansão na Ceilândia, desde a entrega do terreno pelo GDF até o troca-troca de governadores, imposto pela operação Caixa de Pandora. Atualmente, o prédio UED tem custo residual estimado em R$ 2 milhões. Ele assegurou que há verba para finalização do edifício. “O prazo para vistoria é 26 de outubro. A partir dessa data, o governo poderá nos repassar o prédio”, disse.
O chefe de gabinete também falou sobre a decisão do Conselho Universitário (Consuni) de manter o vestibular. “Houve uma série de questionamentos dos estudantes e, a pedido deles, essa possibilidade foi levada ao conselho. Foi decido não levá-la adiante”, disse.
Luis Cláudio Costa, secretário de Ensino Superior do Ministério da Educação (MEC), declarou que cercear a entrada de novos estudantes vai contra ao programa que criou o campus. “O ministério não vai deixar que os estudantes sejam prejudicados por R$ 13 milhões. Estamos monitorando as universidades. Temos convicção da boa gestão na UnB”, afirmou após sugerir uma licitação emergencial para conclusão do segundo prédio.
O secretário fez um breve panorama sobre as obras de expansão do Reuni. “Temos 32 obras paradas e outras atrasadas. São 3,5 milhões de metros quadrados sendo construídos. Na maioria dos casos, as universidades têm feito excelente gestão”. Ele ressaltou ainda que o número de estudantes passou de 100 para 240 mil nas instituições de ensino público.
Mariana Nereu falou sobre as dificuldades de acomodação, ensino e estrutura do campus. “Temos que disputar salas de aula com a pós-graduação, os arrombamentos em veículos são constantes no estacionamento, não temos um restaurante universitário. Queremos qualidade também”, disse. Diana Pinho, diretora da UnB Ceilândia, afirmou que há, sim, dificuldades. “Nos programamos para funcionar de acordo com a previsão das obras. Porém, infelizmente, tivemos que lidar com diversos atrasos e nos adaptar.”
Márcia Abrahão, decana de graduação, afirmou que medidas acadêmicas também serão tomadas, como a criação de um curso de verão. Ela explicou que há possibilidade do uso das salas de aula em horários diferentes. “A grade prevê aulas aos sábados e seis horas-aula no turno diurno. Majoritariamente, eles usam quatro horários e fazem pouco uso do sábado”, afirmou.

UNB Agência

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