Ministério Público queria ver Paulo Octávio preso, mas a Justiça negou

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Foto: Arquivo Notibras

O Ministério Público chegou a pedir a prisão do ex-governador e empresário Paulo Octavio antes da deflagração da Operação Átrio, que investiga esquema de corrupção de agentes públicos para a concessão de alvarás de empreendimentos imobiliários no Distrito Federal. A solicitação foi negada pelo Tribunal de Justiça. As informações são do G1.
“[O ex-governador é] suspeito de envolvimento nesses crimes que estão sendo apurados de concessão irregular de alvará junto às administrações de Taguatinga e Águas Claras”, disse o delegado-chefe da Divisão Especial de Repressão ao Crime Organizado (Deco), Fábio Souza.

Ele informou que o pedido do MP de prisão temporária para o empresário foi feito depois de análise do inquérito sobre o susposto esquema elaborado pela Polícia Civil. A investigação, iniciada em 2011, resultou na prisão temporária do então administrador de Águas Claras, Carlos Sidney de Oliveira, na manhã desta quinta (7).
A polícia também pediu a prisão do então administrador de Taguatinga, Carlos Alberto Jales, que encontrava-se internado sob escolta policial no hospital particular Santa Marta na manhã desta sexta-feira (8). Ele foi considerado foragido pela corporação na data da operação da Deco.
Segundo Souza, o Tribunal de Justiça e a Polícia Civil não pediram a prisão temporária do ex-governador por não acreditar que ele atrapalharia as investigações. “O juiz entendeu da forma como a Polícia Civil”, disse.
Em entrevista no escritório do advogado dele, Paulo Octavio afirmou que foi interrogado pela polícia como testemunha sobre liberação de alvarás.

“Nossa empresa nunca foi procurada por nenhum administrador, pedindo qualquer tipo de ajuda. Há outras empresas também citadas. Acho importante ajudar a polícia nessa investigação”, garantiu.

O delegado Fábio Souza informou que a corporação também pediu à Justiça a prisão do empresário Luiz Bezerra de Oliveira, dono da LB Valor. O pedido também foi negado pelo TJ.
“Em relação ao Luiz Bezerra, como tínhamos indícios muito fortes de sua participação criminosa, também foi representado pela prisão contra ele. [A solicitação] não foi deferida porque a Justiça entendeu que nessa fase que estamos da investigação, os únicos que iriam atrapalhar na produção das provas seriam os administradores.”
Oliveira é proprietário de dois prédios comerciais investigados, o Le Boulevard e o Kimberley Plain, em Taguatinga. O empresário também foi ouvido nesta quinta-feira pela polícia.
“A prisão temporária tem a finalidade de ser uma ferramenta, um instrumento para essa coleta de provas e evidências”, disse o delegado. “Os argumentos que nós utilizamos foi que os administradores poderiam impedir essa coleta, e foi nesse sentido que a Justiça decretou a prisão para esses dois administradores.”
Chamada de “Operação Átrio”, a ação foi realizada pela Deco em parceria com o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do DF.
O ex-administrador de Taguatinga, Carlos Alberto Jales, que estava sendo procurado por suspeita de participação no esquema, está internado desde as 0h22 no hospital particular Santa Marta, na mesma região administrativa.
Segundo a polícia, assim que tiver alta ele será encaminhado para a carceragem do Departamento de Polícia Especializada (DPE). Jales foi exonerado nesta quinta.
Jales e o também ex-administrador de Águas Claras Carlos Sidney de Oliveira são suspeitos de liderar o esquema. Oliveira foi preso na manhã de quinta. Na casa dele, a polícia encontrou R$ 50 mil em dinheiro.
A corporação chamou 12 pessoas, entre elas empresários do setor de construção civil e servidores, para prestar esclarecimentos. A polícia apura se eles “fomentaram a corrupção ou foram extorquidos”. Segundo o delegado, os administradores envolvidos solicitavam vantagens de vários tipos, inclusive financeira.
A polícia disse que o grupo atuava para permitir a construção de imóveis que violavam as normas urbanísticas. Um dos exemplos é o shopping JK, entre Taguatinga e Ceilândia. O empreendimento é de Paulo Octavio, de acordo com a corporação.
Segundo a Polícia Civil, a investigação começou a partir de ações de servidores do escalão mais baixo das administrações. “Num determinado momento, a gente começou a perceber que não eram fraudes ou manipulações feitas por servidores dos escalões mais baixos, mas eram feitos atendendo a comandos que vinham da cúpula da administração”, disse.
Informou o Notibrás

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