Presos acusados de vandalismo no palácio do Itamaraty.

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O suspeito foi identificado como responsável por jogar coquetel molotov (Montagem: Breno Fortes/CB/D.A Press e Polícia Civil/Divulgação)

Um dos sete suspeitos de praticar atos de vandalismo no edifício do Palácio do Itamaraty durante protesto na última quinta-feira (20/6) foi localizado pela Polícia Civil do Distrito Federal. Agentes encontraram Cláudio Roberto Borges de Souza, 32 anos, em Taguatinga por volta das 21h de ontem. De acordo com a direção da polícia, a identificação e a localização do suspeito puderam ser feitas pelas características vistas em fotos e imagens divulgadas pela imprensa. A roupa que o rapaz utilizava no momento em que jogou o coquetel molotov no prédio também foi apreendida.

Como não houve flagrante do ato, Cláudio Roberto foi apenas intimado a comparecer a 5ª Delegacia de Polícia. Ele prestou depoimento, disse estar arrependido e que agiu sozinho. Após os esclarecimentos, o homem foi liberado. A Polícia Civil vai encaminhar o documento para a Polícia Federal, responsável pela investigação.







O diretor-geral da Polícia Civil, Jorge Xavier revelou que o suspeito está em prisão domiciliar. Além das passagens por furto, ele responde por lesão corporal e uma ocorrência que envolve injúria, lesão corporal, ameaça e invasão de domicílio. A polícia vai investigar também se ele está envolvido em algum outro tipo de crime realizado durante o protesto. “Na multidão eles são leões, mas quando chegam aqui estão arrependidos”, critica Xavier.



Quem vai tipificar o crime cometido por Cláudio é a Polícia Federal, que provavelmente deve entender como dano ao bem público. Porém, ele pode responder por provocar incêndio. Xavier pede que se qualquer pessoa identificar o rapaz por outro crime denuncie para que ele seja investigado também pela Polícia Civil.




Até a sexta-feira, sete pessoas suspeitas dos atos de vandalismo já haviam sido identificadas. Segundo informações da Divisão de Comunicação da PCDF, quatro pessoas foram identificadas por meio de investigações e três por denúncias anônimas, moradores de Taguatinga, Ceilândia e Plano Piloto. Acredita-se que a violência e o vandalismo praticados durante a manifestação tenham sido fruto de, no máximo, 2 mil pessoas, dentre as 35 mil que tomaram conta das ruas de Brasília.






Informações do Correio Web


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