Morador na Ceilândia, Pablo Henrique da Silva assistiu ao primeiro show internacional no Mané Garrincha.

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Uma pessoa tímida, de sorriso acanhado e no auge da juventude. Pablo Henrique da Silva, 18 anos, não frequenta muitas festas, como fazem os garotos da mesma idade.

Mas para ver Aerosmith no Estádio Mané Garrincha, ele abriu uma exceção. O estudante ganhou um dos três mil ingressos cedidos pela produção do show, graças a uma parceria com a Secretaria Extraordinária da Copa (Secopa) e a Secretaria de Educação, que beneficia alunos e professores da rede pública de ensino do Distrito Federal.

Foi o primeiro show internacional de Pablo e o terceiro da vida dele. Naquele dia 23 de outubro, não houve espaço para a timidez. “Fiz amizade com muita gente lá. Alguns até da minha escola, que eu não conhecia e depois passei a cumprimenta-los nos corredores. Foi muito legal”, conta Pablo, que está concluindo o 1° ano do Ensino Médio no Centro Educacional 14 de Ceilândia.
20131104ASB 4593 historias do mane 5A diversão de Pablo começou antes mesmo de chegar ao estádio. Ainda no ônibus, os alunos já estavam animados, dançaram e cantaram as músicas do Aerosmith. O gosto de Pablo pelo som de um dos maiores nomes do rock no mundo foi herança da mãe, que coleciona os CDs da banda norte-americana. “Quando eles tocaram Cryin’ e Crazy foi demais”, relembra.

Também foi a primeira vez que o jovem de Ceilândia entrou no Mané Garrincha. Apesar de o show ter sido à noite, Pablo tirou um tempinho para observar e apreciar os detalhes da arena. “O novo estado é bom para o futebol e é ótimo para shows. Foi impressionante ver toda aquela gente reunida, foi muito bonito”, comentou Pablo. “Eu nunca teria oportunidade de entrar no estádio se não fosse esse ingresso. Foi uma experiência única”, festeja.

Sonho – Ainda tomado pela empolgação de ter ido a um show no Estádio Mané Garrincha, Pablo sonha em voltar à arena. Ele queria assistir a um jogo da Copa do Mundo da FIFA 2014™. E o estudante tem uma preferência: um Brasil x Inglaterra. Desenhista desde os 8 anos, ele não vê a hora de começar a enfeitar a rua onde mora de verde e amarelo para o Mundial.

Mas a Seleção Brasileira não é a única atração que Pablo gostaria de ver no Mané Garrincha. Ele diz que jamais perderia uma competição de street skate (skate de rua), esporte preferido dele. O estudante diz que seria inesquecível assistir a uma apresentação de ídolos como Luan de Oliveira e Nyjah Huston. “Seria perfeito, mesmo num tempo do futebol”, resume Pablo, que pratica skate há um ano e três meses.

20131104ASB 4571 historias do mane 2Futuro – Pablo, que há alguns anos corria atrás de pipa e jogava bola descalço na rua, já começa a se preocupar com “coisas de adulto”. O que ele quer ser quando crescer é, provavelmente, a pergunta mais difícil. Mas ele já tem algumas pistas. “Talvez, engenheiro civil ou alguma profissão voltada para a tecnologia da informação. Gosto muito de computadores”, diz.

Embora não tenha conhecido o pai, Pablo tem na mãe e na avó exemplos de luta. “Tudo o que sou, devo a elas”, afirma o estudante, que mora com as duas em Ceilândia Norte. Na escola, ele é craque em disciplinas como física, sociologia e artes. Na rua, a “praia” é o skate, que ele trata como se fosse um instrumento de trabalho. “O que tenho certeza é que vou correr atrás dos meus sonhos. Sempre!”, garante.

Informou o GDF

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