Moradores de Ceilândia fazem ato e fecham via contra o aumento de passagens no DF

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Moradores e membros de
movimentos sociais contrários à alta das passagens de ônibus e metrô no
Distrito Federal fizeram um ato de protesto na tarde desta segunda-feira (2) no
centro de Ceilândia. Por volta das 16h30, eles chegaram a bloquear o trânsito na
Avenida Hélio Prates. O ato foi acompanhado por policiais militares e terminou de forma pacífica. Os moradores prometem novas manifestações durante a
semana.

Aumento

O reajuste foi anunciado no último dia 30 e entrou em vigor nesta segunda, três
dias depois. Os valores passaram de R$ 2,25 para R$ 2,50 nas linhas circulares
e alimentadoras do BRT (aumento de 11%); R$ 3 para R$ 3,50 (aumento de 16%) em
linhas metropolitanas “curtas”; e de R$ 4 para R$ 5 (aumento de 25%)
no restante das linhas, além do metrô.

As novas tarifas estão entre as mais caras do país. Na comparação com o
primeiro semestre de 2015, a tarifa mais cara já acumula alta de 66%.

A nova tabela foi anunciada no último dia útil de 2016, sob a justificativa de
que esta é a única saída do governo para manter o sistema de transporte público
funcionando. Segundo o GDF, o reajuste deve cobrir as gratuidades oferecidas a
estudantes, idosos e deficientes.O Buriti diz subsidiar 50% dos custos do
sistema.

Este é o segundo aumento nas passagens ocorrido na gestão do governador Rodrigo
Rollemberg, que assumiu o Buriti em 2015. O anterior ocorreu em setembro do ano
passado e gerou protestos. Até então, os valores do tíquete de ônibus eram os
mesmos desde 2006 e os de metrô, desde 2009.

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