Moradores do Setor O reclamam de área usada por madeireira perto de um parque

Compartilhe essa matéria

Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on telegram

Escola, quadra poliesportiva, parquinho e uma grande quantidade de tijolos, ferros e outros materiais de construção. Enquanto crianças e jovens brincam, carroceiros passam para recolher os materiais, muitas vezes, de maneira desordenada e agressiva. Os moradores das proximidades da EQNO 4/7, Setor O, reclamam que os materiais não deveriam estar ali, por ser uma área pública. A madeireira garante que tem autorização para usar a área.

Raimundo Fernandes, que vende doces na região, conta que já viu pessoas serem atropeladas pelos carroceiros que passam para buscar os materiais de construção e crianças se ferirem nos ferros e tijolos que ficam no local. “Estes materiais não poderiam estar aí. Esta é uma área pública. É um perigo porque aqui tem escola, tem quadra e parquinho. Sempre tem muita criança perto, e esses materiais são perigosos e ainda tem os carroceiros que fazem entrega que não respeitam ninguém”.

Morador do local há mais de 20 anos, Raimundo ainda acrescenta que a área sempre foi ocupada de maneira indevida. “Sempre foi assim. Já foi cercada, mas tiveram que derrubar o cercado. Mas nunca deixaram de colocar os materiais”.

Quem passa pelo local diariamente, ou tem filhos e netos que estudam na escola próxima ao espaço, tem sempre reclamações. Jacineide Francisca garante que os carroceiros que fazem o transporte da mercadoria não respeitam crianças e idosos. “Se a gente não sair da frente, eles passam por cima”. Além disso, ela diz que as pilhas de tijolos se tornam esconderijos de usuários de drogas. “Fica perigoso, porque as pessoas que querem usar drogas, ou se esconder para assaltar, encontram um bom lugar atrás desses tijolos”.

sem aborrecimentos

Entretanto, há quem não vê problemas no espaço usado pela madeireira para guardar os materiais. “Eu, sinceramente, não vejo nada de grave nisso. Não vejo assalto, nem desrespeito com as crianças. Pode até estar invadindo um espaço público, mas acho melhor ser usado para um trabalho digno do que deixar o mato tomar conta”, opina José Pedro.


Segundo o gerente da madeireira, Arjemiro Ribeiro, o estabelecimento comercial tem autorização concedida pela Administração Regional de Ceilândia para usar a área. “Nós pagamos para usar essa área. Inclusive, já conseguimos a autorização para cercar o espaço”.

No entanto, a Assessoria de Comunicação da Administração Regional de Ceilândia diz que não há autorização e que os moradores devem procurar a Agência de Fiscalização do Distrito Federal (Agefis) para que o local seja fiscalizado, pois a administração não tem autoridade para fazer esse tipo de ação.

Arjemiro ainda explica que os carroceiros que prestam serviços para a madeireira são orientados a terem cuidado com todos os moradores e trabalharem de maneira consciente. Entretanto, segundo ele, outros carroceiros passam pelo local, e os moradores sempre entendem se tratar das pessoas que trabalham para a madeireira.

Jornal de Brasília

Deixe uma resposta

Veja Também:

Últimas Postagens

Siga-nos nos Facebook

%d blogueiros gostam disto: