Morte do Presidente do PT em Santo Antônio teve motivação homofóbica, diz família

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Brasília em pauta – O corpo do jornalista goiano Lucas Cardoso Fortuna, 28 anos, será velado no município de Santo Antônio de Goiás, cidade natal do jovem militante, encontrado morto na praia de Cabo de Santo Agostinho, próxima à cidade de Recife, no Estado de Pernambuco.

O corpo foi encontrado na manhã deste domingo (18/11), trajando apenas cueca, com sinais de espancamento e ensanguentado. Para família, o crime teve motivação homofóbica, já que Lucas era militante ativo do Movimento Gay, em Goiânia.

De acordo com Elaine Gonzaga, amiga do jornalista, o pai do jovem chegou ontem à noite em Recife e, na manhã desta segunda-feira (19/11), esteve no Instituto Médico Legal (IML) da cidade para reconhecer o corpo. Ele aguarda a tramitação burocrática no IML para que o corpo seja trazido para Goiás.

No período da tarde, ele será recebido pelo governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB). Durante a audiência, o pai de Lucas deve pedir que o caso seja acompanhado com mais atenção para que o culpado seja encontrado e punido. A audiência deve ter a presença do assessor especial para Diversidade Sexual do Governo do Estado, Rildo Veras.

Para a amiga e para o pai de Lucas, Avelino Fortuna, o crime é claramente homofóbico, pois nada foi levado como produto de roubo. “A carteira e o celular estavam com Lucas e ele não tinha nenhuma rixa em Recife. Além disso, ele estava de cueca, característica semelhante a vários crimes homofóbicos que já acompanhamos.” Eliane explica ainda que a polícia descartou a versão de latrocínio.

Entenda o crime

Lucas foi para Cabo de Santo Agostinho a serviço da Federação Goiana de Voleibol, para ser árbitro de um campeonato. Ele foi visto pela última vez no hotel em que estava, na noite de sábado (17/11). Na manhã de domingo (18/11), como não foi encontrado no quarto, os amigos suspeitaram que ele estivesse desaparecido e começaram uma busca pela redondeza.

Lucas Fortuna era presidente do Partido dos Trabalhadores (PT), no município de Santo Antônio de Goiás, e militante do Movimento Gay, em Goiânia. Além disso, foi fundador do Grupo Colcha de Retalhos, que luta pela causa LGBT na UFG. Organizou diversas paradas gays na capital goiana e lutou pela aprovação do Projeto de Lei 122, que assegura a punição à homofobia no Brasil.

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