MP instaura procedimento para apurar morte de criança no Hospital de Ceilândia

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A
Promotoria de Justiça Criminal de Defesa dos Usuários dos Serviços
de Saúde (Pró-vida) instaurou procedimento de investigação
criminal, no último dia 15, para investigar a causa da morte de uma
criança de 7 anos. Após atendimento negado pelo Hospital Regional
de Ceilândia (HRC) e pelo Samu, a paciente recorreu a um hospital
particular de Ceilândia onde faleceu horas depois, no dia 9 de
dezembro.

Na
ocorrência policial, o padrasto da vítima informou que sua
companheira procurou atendimento médico para a filha, no último dia
8, no HRC, pois a criança apresentava fortes dores abdominais. No
entanto, ela não foi atendida sob a justificativa de que não havia
pediatras naquela unidade de saúde. No dia 9, o padrasto acionou o
Samu, pois a criança permanecia com os sintomas de dor abdominal e
vômito. Contudo, a ambulância não foi enviada com a alegação de
que o caso não seria de urgência. Diante da gravidade dos sintomas,
a mãe da vítima acionou o Samu, pela segunda vez, obtendo a mesma
justificativa. Após as negativas, a criança foi levada para um
hospital particular de Ceilândia e morreu poucas horas depois.
De
acordo com o promotor de Justiça Thiago Gomide Alves, “há
suspeita de que a falta de atendimento inicial pelo Hospital Regional
de Ceilândia e também pelo Samu pode ter contribuído para o
agravamento do quadro de saúde e consequente óbito da menor, por
isso são necessários esclarecimentos complementares”. A Pró-vida
vai intimar o padrasto e mãe da vítima; oficiar o HRC e o Hospital
das Clínicas de Ceilândia, requisitando cópia do prontuário
médico; e requisitar ao Instituto Médico Legal (IML) o laudo
cadavérico.​

MPDFT

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