Muitos candidatos disputarão governo do DF, mas poucos serão competitivos, dizem especialistas

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Disputa para ocupar o Palácio Buriti será acirrada e deve contar com muitos candidatos nas eleições de 2014GDF
Com o lançamento da pré-candidatura da deputada distrital Eliana Pedrosa (PPS) ao governo do Distrito Federal na última segunda-feira (25), subiu para oito o número de possíveis candidatos a ocupar o Palácio do Buriti.   
A menos de um ano para as eleições de 2014, além do governador Agnelo Queiroz (PT) que tentará a reeleição, Rodrigo Rollemberg (PSB), Antônio Reguffe (PDT), Toninho do PSOL (PSOL), José Roberto Arruda (PR), Joaquim Roriz (PRTB) e Alberto Fraga (DEM) devem disputar o cargo. Além deles, Liliane Roriz (PRTB) também pode ser acionada para substituir o pai na disputa, caso ele seja barrado pela Lei da Ficha Limpa.  

O cientista político da UnB (Universidade de Brasília) Paulo Kramer considera alto o número de candidatos, mas diz que nem todos são realmente competitivos. Segundo ele, o possível cenário das eleições 2014 mostra a fragmentação do ambiente político do Distrito Federal, causada pela ampla base governista no DF.   
— E também por fatores externos ao DF como por exemplo a disputa presidencial que provocou realinhamentos como a saída do PSB da base governista de apoio a Agnelo, em razão da candidatura do Eduardo Campos.  
Para outro cientista político da UnB, Paulo Nascimento, a fragmentação partidária é conseqüência da Lei Eleitoral que permite a existência de legendas que não têm coeficiente razoável de votos.  
— Os partidos políticos no Brasil são muito pouco definidos ideologicamente. Eles aparecem e desaparecem para acomodar candidaturas de momento para uma eleição, dissidências de partidos que estão rachando. Então essa fraqueza partidária acaba incentivando a formação de partidos sem expressão eleitoral .   
O especialista acredita que o grande número de candidatos confunde o eleitorado. Apesar de o número de candidatos ser alto, eles não têm propostas diferentes.   
— Quanto mais candidatos, a disputa gira em torno de nomes e não de partidos e muito menos de ideologias. Tirando os grandes, a maioria dos partidos é de aluguel.    
Paulo Kramer também concorda que a fragmentação partidária é causada pelo sistema político-eleitoral brasileiro.   
— Na Câmara dos Deputados, há cerca de 20 partidos representados. Isso vai na contramão das democracias avançadas, já que há no máximo cinco posições no espectro ideológico: direita, centro-direita, centro, centro-esquerda e esquerda. Não existem 18 ou 20 posições ideológicas diferentes uma sociedade.  
Já  o professor de Ciência Política na UnB, David Fleischer, diz que o número alto de candidatos oferece mais opções para os eleitores ouvirem diversas opiniões. No entanto ele acredita que até julho do ano que vem, quando serão lançadas oficialmente as candidaturas, o número deve ser reduzido para no máximo seis candidatos.  
O acadêmico aposta que o deputado José Antônio Reguffe não disputará o governo do DF no ano que vem.   
— Acho que ele vai tentar a reeleição e talvez tentar alguma outra coisa em 2018, quando haverá duas vagas para o Senado.
Informou o R7

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