Mulher dá à luz e ‘foge’ com bebê após dois dias sem atendimento no Hospital de Ceilândia

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Cansada de esperar por atendimento, uma mãe internada no Hospital de Ceilândia (HRC) decidiu, após dar à luz, sair por contra própria do centro médico em busca de um hospital particular no Distrito Federal. A mulher, que pediu para não ser identificada, afirma que em quase dois dias que permaneceu na unidade não foi transferida do centro obstétrico para a maternidade e que nenhum pediatra examinou o recém-nascido.


“A gente lá tem os boxes onde as mãezinhas têm seus filhos, e já comecei a perceber que não ia sair dali tão cedo porque não tinha vaga”, disse. “Fiquei ali, sem perspectiva nenhuma, aquém de infecções toda hora. E eu saí, surtei e saí, me desesperei, na verdade, com a situação que estava vendo. Você começa a ficar louca ali dentro, porque vê as meninas sem camisola, sangue para tudo que é lado, profissionais se desdobrando, seis, sete, fazendo o serviço de vários ao mesmo tempo, as enfermeiras, nem se fala.”
Diante da situação, a mulher, que chegou ao hospital na quinta pela noite e teve o bebê na sexta pela manhã, tomou a decisão, no sábado, de deixar o hospital sem alta médica. Ela afirma que saiu sem nenhuma dificuldade e não precisou assinar nada.
Segundo ela, falta material básico no hospital, como papel higiênico, álcool, algodão, gaze. “Eles falavam assim: ‘Fica com esse copo [descartável], porque não vai ter mais nada. O chuveiro é frio, camisola é o que menos tinha, ficavam todas enroladas em lençóis, tentando ali amarrar e caindo, aquele constrangimento.”
Em nota, a Secretaria de Saúde afirmou que o hospital não pode impedir o direito de ir e vir das pacientes e que mulheres que acabaram de dar à luz ficam no centro obstétrico até a liberação de vagas na maternidade. A alta médica acontece após 48 horas, quando não há intercorrências.
A pasta informou que o Hospital de Ceilândia tem nove pediatras neonatologistas para atender todos os bebês e que o numero ideal seria 25. Segundo a pasta, só neste ano foram convocados 60 pediatras no último concurso para toda a rede. Para Ceilândia, devem ir seis. A pasta afirma que há “uma carência nacional de especialistas nesta área”.
Sobre a falta de material básico, a secretaria informou que não há desabastecimento, mas pode ter acontecido uma falta pontual de produtos por causa do grande fluxo de pacientes.
Portal G1

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