Multiplicadores do projeto Arma não é brinquedo visitam estádio, Objetivo é motivar o grupo para ações nas escolas de Ceilândia.

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O Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha recebeu a visita de 10 multiplicadores do projeto Arma não é brinquedo, que faz parte da campanha social da cidade para a Copa do Mundo da FIFA 2014. Eles são de associações e organizações de Ceilândia, região escolhida para a primeira etapa do programa que tem por objetivo combater a violência e estimular a cultura de paz.

O lema da campanha do Brasil, previsto na Lei Geral da Copa, é “Por um mundo sem armas, sem drogas, sem violência e sem racismo”. Ao lançar a campanha, no dia 15, Brasília se antecipou e foi a primeira cidade-sede a colocar em campo as ações sobre o tema. Uma delas é a formação de grupos de estudantes em quatro escolas do ensino fundamental, em Ceilândia, para elaboração de projetos de combate à violência na comunidade.
Os jovens, de 9 a 14 anos, serão auxiliados por 50 multiplicadores da paz. Os criadores das duas melhores propostas, incluindo alunos, professores e voluntários, ganharão tablets. Um dos multiplicadores é o representante do programa Jovem de Expressão Marcelo Fernandes, 29 anos. Para ele, conhecer a arena multiuso foi inspirador. “Visitar o estádio amplia nossos horizontes, pois dá para ter uma ideia do trabalho que podemos desenvolver e levar essa expectativa às crianças”, contou o multiplicador. “Com esse projeto, vamos resgatar valores perdidos”, completou.
Visita – O projeto é coordenado pela Subsecretaria de Proteção às Vítimas de Violência (Pró-vítima), da Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania. “A vinda ao estádio representa um processo de motivação. Queremos que eles entendam a importância dessa obra para a educação, o esporte e a cultura. Essa campanha será, sem dúvida, um legado da Copa do Mundo para Brasília”, ressaltou a subsecretária de Proteção às Vítimas de Violência, Valéria de Velasco, que também acompanhou a visita, nesta quinta-feira (25).
O jovem Émerson Pereira, 17 anos, é um dos representantes da Associação Vila dos Sonhos no projeto. Morador de Ceilândia, ele aposta na construção da cultura de paz em sua cidade. “A gente convive com a criminalidade bem de perto, mas acho que a educação é a base de tudo”, afirmou. Da visita, o estudante extraiu uma lição importante. “Vir aqui é bom não apenas para ver o estádio, mas também para admirar o dia-a-dia de um trabalhador”, disse Émerson, se referindo aos 6 mil operários da obra.
Time da Paz – Outra ação da campanha social em Brasília é a Gincana da Paz, que será realizada em 11 escolas-classe de Ceilândia. As atividades terão início na próxima segunda-feira (29) e duração de quatro semanas. Ao final, as crianças, com idades entre 6 e 9 anos, criarão desenhos sobre desarmamento.
Os donos dos 11 melhores (um de cada instituição) farão parte do Time da Paz, que entrará em campo com os jogadores da partida entre Flamengo e Santos, pela abertura do Campeonato Brasileiro, no Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha.
Arma não é brinquedo – Com o objetivo de desestimular a cultura de violência, o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, assinou um projeto de lei (PL), a ser enviado à Câmara Legislativa, que proíbe a fabricação e a comercialização de armas de brinquedo no Distrito Federal.
Para incentivar as crianças a não usarem os objetos, o governador também lançou o projeto “Arma não é brinquedo. Dê livros”, como parte da campanha Brasília entra em campo por um mundo sem armas, sem drogas, sem violência e sem racismo, tema social da Copa 2014.
De 6 a 17 de maio, a população poderá trocar as armas de mentira por livros didáticos e brinquedos, como bolas e carrinhos. Neste primeiro momento, a troca será feita em 15 escolas de Ceilândia. Entretanto, a ideia é expandir a ação e disponibilizar pontos de coleta em espaços públicos de todo o DF.
Combate à Violência – De acordo com dados das Nações Unidas e do Ministério da Justiça, o Brasil lidera o ranking de países com maior número de homicídios: somente em 2009, foram 43.909 mortes – 73% provocadas por armas de fogo. No Distrito Federal, esse índice também ultrapassa os 70%.
Com o objetivo de mudar essa realidade, o projeto vai estimular comportamentos pacíficos, o diálogo entre pais e filhos sobre o tema e a conscientização sobre a participação de todos na construção da paz. “Essa é uma política de prevenção e de transformação da cultura que o Brasil tem, de resolver os problemas com violência”, destacou Valéria de Velasco.
Para reduzir os índices de criminalidade em Ceilândia, o governo vai inaugurar uma unidade do Pró-Vítima na QNN 5/7, uma das áreas mais violentas da região. A previsão é que o local comece a atender no final de maio. A ideia é, no futuro, expandir as ações do projeto para as demais regiões administrativas do DF.

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