Museu da Limpeza Urbana, em Ceilândia, conta a história com o lixo

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[Metrópole] Tudo é história e cultura,
inclusive o lixo que se produz. Em um casebre com três cômodos está sendo
contada a história do Distrito Federal e de outras regiões do Brasil por meio
de objetos descartados no lixo. Uma viagem ao passado pode ser vivida e sentida
entre as 580 peças que compõem acervo do Museu da Limpeza Urbana situado, desde
1996, na usina de triagem de lixo de Ceilândia, responsável pela coleta dos
resíduos também de Taguatinga e Samambaia.

Mantido pelo Serviço de
Limpeza Urbana (SLU), o Museu foi idealizado pelos próprios garis que na época
recolhiam objetos interessantes, tanto durante o trabalho de rua, quanto no
processo de separação do lixo nas esteiras da usina. “Os garis eram servidores
do SLU, eles achavam objetos e guardavam aqui. Aí um dia o Cícero Lacerda, que
era gari, mas foi promovido a chefe da usina, decidiu montar este espaço”,
conta Eleuza Ataíde, agente de resíduos sólidos da empresa.

Nem todos os objetos expostos
são frutos do trabalho dos garis. Alguns são doações ou obras produzidas por
estudantes da Universidade de Brasília. Na área externa, há esculturas feitas
por servidores e voluntários do SLU. De uma maneira amadora, a coleção foi
crescendo e sendo organizada por Dona Maria. “Ela trabalha aqui desde o início,
é o coração desse local, mas está de licença e prestes a se aposentar”, lamenta
Rondinelle.

Atualmente, a equipe se
esforça para implementar melhorias, como um espaço maior, a catalogação das
peças e a higienização de forma adequada do acervo. O Museu da Limpeza Urbana
funciona de segunda a sexta, das 9h às 17h, no Setor P Sul, em Ceilândia. A
visitação gratuita pode ser agendada pelo telefone 3376-1043.

Thais Rodrigues / Portal Metrópoles

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