“Não há candidatos novos” afirma Chico vigilante em entrevista.

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Chico Vigilante, que tentará a reeleição em
2014, faz uma análise sobre o cenário político na capital federal e
comenta a disputa pela presidência da República e o GDF. Para ele, não
há candidatos novos na briga pelo Buriti e isso contribui para Agnelo se
reeleger

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[credito=Foto: Toninho Tavares]

Em
entrevista ao Jornal da Comunidade, o líder do PT na Câmara
Legislativa, deputado Chico Vigilante (PT), faz uma avaliação sobre o
atual e futuro cenário político para as eleições de 2014. Ele falou das
perspectivas do partido, dos aliados e também dos oponentes,
considerando um deles como ingrato e mal-agradecido. Segundo ele, o PT
deve ser humilde e não pode querer conquistar tudo sozinho. Na disputa
pelo Palácio do Buriti, o parlamentar acredita na reeleição de Agnelo
Queiroz e acha quase improvável as candidaturas dos ex-governadores José
Roberto Arruda (PR) e Joaquim Roriz (PRTB). No cenário presidencial,
Vigilante disse que Marina Silva não pode se voltar contra o partido que
a acolheu na política.

Com as mudanças de partido de alguns deputados, como ficou a situação dentro da CLDF? 

A base aliada continua a mesma?

Apesar
das mudanças partidárias, do ponto de vista político, não mudou nada
aqui dentro da Casa. A base continua a mesma. O Agnelo continua com
grande leque de partidos, são mais de 17 legendas que irão apoiá-lo nas
próximas eleições. Portanto, o troca-troca de partidos que teve aqui
dentro aconteceu do ponto de vista formal, mas no sentido de perda
política não houve praticamente nenhuma.

Qual o possível desenho para as eleições de 2014?

Temos
a candidatura do nosso governador Agnelo Queiroz, juntamente com seu
vice, Tadeu Filippelli (PMDB). Agora vamos discutir um candidato a
senador, que certamente será de um partido aliado ou até mesmo do
próprio PT. Sem contar nosso leque de candidatos ao Legislativo. Defendo
que o PT deve ter humildade e não pode querer tudo pra si. Se demonstra
grandeza quando se tem humildade na hora da partilha política do poder.

Há possibilidade de os deputados Geraldo Magela ou Chico Leite ser o candidato do PT ao Senado?

Depende
da conversa com os demais partidos. Se todos chegarem à conclusão de
que o candidato pode ser do PT, pois Geraldo Magela e Chico Leite estão
reivindicando, certamente um desses será. Mas se os partidos que dão
sustentação ao governo Agnelo chegarem com um nome competitivo e
respeitável do ponto de vista moral, não tem por que o PT insistir na
birra do candidato ser do nosso partido. O senador tem que estar dentro
do contexto político, não pode ser uma vaidade política.

Com sua vasta experiência na política, qual a análise que faz dos pré-candidatos ao governo?

Pela
vivência que possuo na política, a verdade é que algumas pessoas que
estão como pré-candidatos já participaram do governo em algum momento. O
Toninho do PSol foi secretário de Administração e a esposa dele, a
Maninha, foi secretária de Saúde no governo de 1998. O Roriz foi
governador por 12 anos, o Arruda governou por três anos. O partido do
Reguffe participou dos governos que já passaram no DF, inclusive na
gestão do Arruda. Portanto, esse é o momento de a população fazer uma
análise concreta, não tem nada de novo e não tem ninguém que não tenha
sido de algum governo.

Qual a chance de Agnelo Queiroz conseguir se reeleger?

O
eleitor do Distrito Federal é sábio. Ele já experimentou Roriz e Arruda e
está vendo a gestão de Agnelo. Hoje nós temos o que mostrar para os
eleitores do DF e não tenho dúvida nenhuma que essa será a eleição da
razão e não da paixão. Não tenho dúvida de que a candidatura de Agnelo é
muito forte por tudo que ele fez, está fazendo e ainda vai fazer pelo
DF.

Quais as chances de Roriz, Arruda e Reguffe?

No caso de
Roriz eu duvido que ele seja candidato a governador. Na verdade, ele
fala isso para coesionar uma base em torno dele, para as pessoas acharem
que ele é candidato, mas não é. Se ele for candidato, vamos comparar o
legado deixado por ele, que foi de destruição do DF, com o que temos
para mostrar hoje na gestão de Agnelo: a melhora na saúde e educação,
sem contar a licitação para a troca da frota que circula nas ruas da
capital. No caso de Arruda eu não acredito que ele seja candidato a
governador, porque o processo da Caixa de Pandora ainda está em
desenvolvimento. É um processo que os tribunais ainda irão avaliar. No
caso de Reguffe eu tenho o maior respeito por ele, mas eu duvido que a
população do DF esteja disposta a dar um salto no escuro, votar no
imprevisível. As pessoas não querem arriscar seu voto. O povo quer saber
se sabe administrar, se já fez alguma coisa, com quem está junto. Essa
história de não fazer aliança e não unir partidos não existe, isso é
fantasia, ninguém governa se não tiver sustentação política, sem
dialogar com a Câmara Legislativa.

Se houver uma aliança entre Reguffe e Rollemberg, você acredita que eles serão os principais oponentes de Agnelo?

Não
creio nisso, a população sabe comparar. O (senador) Rodrigo Rollemberg
(PSB) participou do governo do PT de 94 a 98, participou do governo
Arruda e também do governo Agnelo. É só verificar que os deputados do
PSB, como o Joe Valle, saíram do partido porque não estão de acordo com
essa aventura chamada Rollemberg, que por sinal é muito mal-agradecido.
Ele só é senador porque o PT o apoiou nas últimas eleições. Rollemberg
jamais seria eleito senador se não fosse o apoio do Partido dos
Trabalhadores. Portanto, ele deveria ter o mínimo de respeito por nós,
acho que o respeito na política é tudo e a ingratidão e traição ninguém
suporta. Agora ele se apresenta querendo dizer que será diferente. A
população sabe distinguir, não aceita esse tipo de jogo, ninguém mais
vai embarcar nesse tipo de aventura.

O apoio de Marina Silva, candidata mais votada no DF em 2010, a Reguffe ou Rollemberg, pode influenciar a população brasiliense?

Se
a Marina fosse candidata à governadora do DF, talvez ela nos daria
trabalho, porque ela tem aqui uma classe média que a apoia. Mas achar
que vai conseguir fazer transferência de voto aqui no DF não tem lógica
alguma. Acho que ela não vai embarcar nessa. A Marina está se tornando
uma pessoa muito amarga. Não dá para fazer política com tanta amargura,
fazer política do ponto de vista de negar tudo. Foi o PT que a trouxe
para a política. Foi através do (ex-presidente) Lula que ela se tornou
ministra do Meio Ambiente. Ela não pode se virar contra nós. O que eu
vejo é uma mágoa muito grande da Marina por não ter sido a escolhida de
Lula para ser a candidata a presidente, porque ele optou pela Dilma
Rousseff, que está mostrando a competência da mulher na política.

Você acredita que o cenário presidencial pode influenciar a eleição no DF?

Acredito
que nunca foi feito tanto por Brasília como agora. Talvez só na época
da sua construção. A dobradinha Dilma Rousseff/Agnelo Queiroz tem sido
muito positiva para a cidade. Com a sintonia que existe entre os dois,
só quem ganha é a nossa população. Agora ficou mais fácil liberar
recursos e criar projetos para o DF. Em governos passados, o Lula até
tentou fazer isso, mas o governador era da oposição e por isso não deu
certo. Por tudo isso, acredito na reeleição dos dois.

Qual a expectativa do PT para as próximas eleições?

Estamos
trabalhando uma aliança forte em que o governador seja do PT, que o
senador seja de um partido aliado ou também do PT e queremos eleger uma
boa bancada de deputados. O objetivo é que a nossa aliança seja a
maioria na Câmara Legislativa, pois ao contrário dos outros estados, o
Distrito Federal possui a Lei Orgânica parlamentarista, em que a CLDF é
quem decide quase tudo. Precisamos de uma bancada aliada para dar
sustentação e tranquilidade para o Agnelo governar. Por isso que o PT
deve ter sabedoria para entender que não se pode eleger tudo sozinho,
que é preciso dar espaço para os partidos aliados, que são fundamentais
para nós. 

Qual a sua expectativa pessoal para as eleições de 2014?

Vou
tentar a reeleição e pretendo continuar na política sendo aliado de
todos os setores e segmentos da sociedade. Acho que devemos lutar por
todos e não por um único grupo. Pretendo continuar fazendo política com P
maiúsculo
.
Informou Jornal da Comunidade

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