Negócio monumental de Abdon (Terracap vira empresa familiar)

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A informação acaba de cair na rede. Veio como uma taça de Vosne-Romanée Premier Cru – Les Malconsorts, servida em uma bandeja folheada a ouro. A suposta promessa de comer mamão com açúcar, que Abdon Henrique teria feito a um restrito grupo de amigos íntimos caso assumisse a presidência do Banco de Brasília, está sendo cumprida pela Terracap. Dos seus cofres, abrigados nas tetas do Buriti, estão jorrando leite e mel.

O presidente da estatal que cuida das terras de Brasília não deixa por menos. Depois de ver catapultado seu projeto de dirigir o BRB, Abdon arranjou um jeito de recuperar o tempo perdido. Ele se inspira em Dom Bosco e faz da Terracap um santuário. A diferença é que a missa da capela é ministrada apenas para parentes diretos ou aparentados.
Os desmandos da administração Abdon estão deixando os servidores da Terracap indignados. Há quem sustente que o governador só toma conhecimento quando os fatos são consumados. E como Agnelo Queiroz, bem ou mal, não é muito de mexer no que já foi feito, a empresa vai se transformando numa capitania hereditária. Pior. De estatal, está virando uma Ltda familiar.
A maior evidência disso é o caso do diretor comercial Deusdeth Cadena Finotti. Trata-se do menino dos olhos de Abdon. Quem conhece a Terracap, sabe o que é PTCD. E sua extinção, para desespero geral, proposta por Deusdeth, foi prontamente acatada por Abdon. Os conselheiros deixaram passar batido. Afinal, o menino dos olhos é o sucessor do dono do menino.
A história da capitania hereditária, como não poderia deixar de ser, é contada em orações durante missas familiares. Envolve personagens com os mesmos sobrenomes. Se não, vejamos. Há Eurides Cadena Finotti, esposa de Deusdeth. Ela é filha de Albertina Cadena. Por sua vez, Albertina Cadena é mãe de Mirina Cadena Henrique de Araújo, esposa do Abdon.
Como todo negócio em família, sempre há uma voz mais firme. E Mirina exigiu que Abdon nomeasse o cunhado para a principal diretoria da Terracap. Dois argumentos: 1) competência, embora desconhecida; 2) cunhado não é parente, mesmo com cheiro de nepotismo indireto.
A estratégia de Abdon tem sido monumental. E à sua sombra serão servidos, com o dinheiro público, pratos quentes de caça. De capivara a pato selvagem, passando por queijos finos. Tudo regado a azeite de amêndoas. E para saborear essas iguarias, nada como uma garrafa de Vosne-Romanée Premier Cru.
A bandeja surgirá pelas mãos da filha. A propósito, um monumento.
Por José Seabra / Notibrás

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