“Nem tudo está bem, quando parece bem”. Por Carlos Botani

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Entre os principais recados dados aos “nossos” governantes, durante os últimos dias, em que o país sai de seu estado de inércia política é o de que: “Nem tudo está bem, quando parece bem”.

Foto: Eliseu Antonio Junior
As manifestações que levaram milhares de pessoas às ruas do País tinham reivindicações sociais diversas (saúde, educação, transporte), aliadas a críticas contra a corrupção e um novo grito de guerra praticamente comum: “Sem partido. O povo, unido, não precisa de partido”.
As manifestações que começaram pelo aumento das tarifas de ônibus nas capitais e despertaram uma insatisfação que se multiplica pelo Brasil, podem a qualquer momento começar por outros motivos que estejam sufocando, oprimindo uma comunidade. “O povo aprendeu o caminho. Era o que brasileiro precisava fazer e não fazia.”
Foto: Eliseu Antonio Junior
Uma comunidade carente é tratada como se não tivesse anseios e pensamentos próprios por ser pequena e frágil. Sim, ela esta quietinha em seu ambiente pacífico e confortável. Não, ela não esta inerte. Esta maturando, tomando corpo, tornando-se forte para a revolução a caminho. Novo olhar, novos ares, nada mais será como antes.  Ela sabe que chegou a hora. Precisa colocar pra fora sua insatisfação. E então faz o que pode e sabe fazer: se põe a berrar. 

O que assistimos hoje, com a forma equivocada, lenta e confusa que vem se desenrolando o processo de regularização das áreas de baixa renda do Distrito Federal e, em especial a do Setor Habitacional Sol Nascente, em Ceilândia, deve alertar o governo local que: “Nem tudo está bem, quando parece bem”.

As decisões autoritárias, imperiosas e unilaterais dos órgãos governamentais no trato com remoções, cadastramentos e fixações, exaustivamente divulgadas e contestadas pelas lideranças locais e mídias alternativas, dentre as quais nos colocamos, há muito, ameaça transformar o pequeno sussurro de insatisfação da comunidade em um enorme e retumbante “berro” de proporções incalculáveis, transformando insatisfações em ações concretas.
Foto: Mídia Ninja
O decreto de regularização já foi assinado há vários anos; O projeto urbanístico, outrora “imexível”, vem sofrendo alterações, sem que o próprio governo saiba dizer se serão realmente aceitas pelos órgãos ambientais; As pessoas são convocadas, oficialmente, diversas vezes por diversos motivos; Os critérios de remoções por proximidade do local que as pessoas habitam, prometido no inicio do processo, não são respeitados; Pessoas são removidas sem que lhes sejam dado prazos suficientes para a retirada, de forma segura, de seus bens; Casas demolidas e entulhos permanecendo nos locais de derrubadas, sem que haja uma ação para remaneja-los; Obras que não se iniciam, apesar de continuadamente anunciadas, para os três trechos do setor, entre outras mazelas. “Nem tudo está bem, quando parece bem”.
Prometeu? Faça. Não deu pra fazer? Justifique. Não fizeram? Dê  um retorno. Alteraram os critérios? Comunique, explique. Não imponha desculpas furadas à comunidade. 

“Quando uma voz vem em coro, é preciso saber ouvi-la, para que que não estoure o grito”

Carlos Botani é editor do Blog Sol Nascente Hoje.

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