No DF, industria da multa do Detran pune até quem estaciona em local permitido.

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A placa clandestina é usada pelo Detran como se fosse autêntica, só para aumentar o faturamento

À frente de uma da bem azeitada “indústria de multas”, o Detran do Distrito Federal está punindo até motoristas que estacionem em local permitido, valendo-se de placas clandestinas pintadas por taxistas. O caso se deu em Brasília, nesta quarta-feira (21), e foi revelado pela vítima, o advogado André Braga de Vasconcelos. Ele está indignado, até classificou o caso de “prática autoritária, abusiva e extorsiva, praticada, em quadrilha, por agentes do Detran-DF”.
Ele estacionou seu automóvel em local permitido, no Setor Comercial Sul, área central de Brasília. Ao lado de uma placa que não tem qualquer valor legal, pintada toscamente, indicando que ali havia duas vagas reservadas a taxistas. Logo apareceu uma equipe do Detran-DF e aplicou uma multa.
Multado, o advogado tentou fazer ver aos agentes do Detran que o estacionamento era permitido e que aquela placa não era oficial. “Argumentei com veemência o equivoco da aplicação da infração, naturalmente com a expectativa de que fosse reconhecido o erro e assim cancelado”.

Em sua página no Facebook, ele reproduz o insólito diálogo com os representantes da indústria da muta do DF:

– Olha, neste local é permitido estacionar, basta observar que esta placa não foi autorizada pelo próprio Detran. Quem é o agente que aplicou a multa? De quem é este número de matrícula?
– Senhor, não é minha matrícula, tem várias equipes no local – respondeu uma das agentes.
– A multa foi aplicada neste momento, só pode ter sido uma de vocês (eram duas equipes, duas viaturas e cinco agentes, quatro mulheres e um homem).
Neste momento, um agente se aproxima:
– Aguarde o momento da defesa, oriento-lhe a fazer uma foto e vai ser analisado e assim não será devida a multa.
– Minha gente, é um absurdo, tá claro que é uma placa pintada, não pelo Detran. Não é possível que vocês, do Detran, não percebam isto.
– A multa já foi aplicada – afirmou o agente.
Mais adiante, o advogado se dirigiu a mais duas agentes e as indaguei com o mesmo argumento.
– Senhor, não sei de quem é esta identificação.
– Aliás, onde está a sua identificação? Qual a sua identificação? – perguntou a vítima.
– Não tenho identificação, o Detran não me dá identificação. Sou a agente Angélica, esta é a minha identificação – esquivou-se a agente.
– Agente Angélica? Onde está o seu registro de identificação? Sua matrícula?
– A matrícula está aí (na multa).
. É a sua?
– Está aí, não sei de quem é – disse a agente, claramente esquivando-se da responsabilidade.
“Neste momento percebi que a quadrilha se aproximava, completa e todos, todos, estavam sem suas identificações, sem suas matrículas no local apropriado, no umiforme, onde consta uma tarja com velcro, nada havia, apenas o velcro, onde deveria estar, imagino, suas identificações, suas matrículas. Entrei no carro e fui embora”, disse André Braga de Vasdoncelos.
Ele ficou tão indignado que escreveu no Facebook: “Bem, agem como bandidos? Extorquem como bandidos? Cumpliciam-se em quadrilha como bandidos e, se não são bandidos, certamente não se prestam a servir ao público, como prometeram em seus juramentos na posse do cargo público”.
Ele destaca que no centro de Brasília, onde pessoas são ameaçadas, furtadas e extorquidas por drogados que habitam aquela região “e também por agentes do Detran-DF”. O pior é que seu carro já havia sido roubado no mesmo local. “Quebraram o vidro e subtraíram alguns pertences. Penso que neste caso os drogados o fizeram, não tenho certeza, agora. Resta-me registrar a violência, o abuso, o descalabro da sanha arrecadadora dos governos irresponsáveis e autoritários, é o governo do DF, do Agnelo, do PT”.

Informações Diario do poder.

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