No dia em que a Lei Maria da Penha completa oito anos, secretaria anuncia novos CEAMs em Ceilândia, Gama e Samambaia

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Nesta quinta-feira (7), a Lei Maria da Penha completa oito anos. Para celebrar a data, a Secretaria da Mulher realizou uma série de atividades na Estação do Metrô da 102 Sul. O GDF disponibiliza três Centros Especializados de Atendimento à Mulher (Ceam) – na antiga Rodoferroviária, na Estação do Metrô 102 Sul e no Jardim Roriz (Planaltina) – para atender casos de violência.

A expectativa é que mais três unidades do Ceam sejam abertas ainda neste ano. A primeira delas será inaugurada em Ceilândia até o fim do mês. As outras duas serão instaladas no Gama e em Samambaia. “Essas áreas registraram uma demanda considerável. Por isso, vamos colocar unidades mais próximas a essa população feminina”, disse a secretária da Mulher, Valesca Leão.
Nos oito anos de Lei Maria da Penha, o Distrito Federal já registrou mais de 75 mil casos de violência contra a mulher. De acordo com a secretaria, não se trata apenas de agressão física, mas todas as formas de violência doméstica, principalmente o assédio moral, como xingamento, coação e ameaças, entre outros.
Apenas no ano passado foram registradas 14.654 ocorrências referentes à violência contra a mulher. Cerca de 1,5 mil a mais em comparação a 2013. Valesca Leão explica que não foi o número de casos que aumentaram, mas sim a quantidade de denúncias feitas pelas vítimas. Com as novas unidades, a perspectiva é de que esse número aumente, uma vez que a população terá um equipamento mais próximo de casa.
“É um espaço exclusivo para a mulher, onde ela busca empoderamento e direcionamento para seus problemas. Assim que chegam, já recebem apoio psicológico, jurídico e social”, explicou a chefe do Ceam, Karla Valente.
QUEBRA DE PARADIGMA –  Um dos lemas dos servidores da Secretaria da Mulher, ‘Em briga de marido e mulher, se mete a colher’, ilustra bem o trabalho realizado pelos três centros especializados. Vítimas de quaisquer tipos de violência doméstica ou assédio podem ir a uma das unidades do Ceam para relatar seu caso e receber os devidos encaminhamentos.
Além desse tipo de atendimento, a mulher tem a opção de entrar em contato pelo Disque 180, que é nacional, ou o Disque Direitos Humanos, no 156 opção 2. Outras entidades capazes de acolher esses casos são a própria secretaria e o Ministério Público. Em todos os casos, o sigilo do denunciante é garantido.
Atendida desde o início do ano pela Casa Abrigo do Ceam (cujo endereço não pode ser revelado), Carolina Araújo*, de 18 anos, vítima de violência doméstica, passou três anos sofrendo todo tipo de agressão de seu companheiro.
“Ele me bateu uma vez sem motivo algum e depois pediu desculpas e disse que nunca mais iria fazer. Mas não foi nada disso. Ele passou a me bater todos os dias e eu tinha medo de procurar ajuda, até que uma amiga minha me orientou a fazer a denúncia”, disse a jovem.
Ainda com muito medo do antigo namorado, ela diz estar mais segura na Casa Abrigo e já projeta um futuro diferente. “Pretendo esquecer tudo isso, voltar a estudar e um dia poder fazer faculdade de Direito para ajudar a outras mulheres”, resumiu.
*Nome fictício para preservar a identidade da vítima.
SERVIÇO:
As atividades seguem até às 17h desta quinta-feira (8), com as seguintes oficinas:
– Encorajamento e autoproteção: Krav Magá (técnica de defesa pessoal israelense);
– Turbante e penteado afro;
– Artesanato.

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