Novo campus da UNB na Ceilândia à base de geradores.

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O prédio de laboratórios do campus de Ceilândia da Universidade de Brasília, prometido para ser entregue pronto para o uso da comunidade em março, vai funcionar à base de geradores por dois meses. A solução para não atrasar ainda mais a entrega da obra – que deveria ter sido concluída há dois anos e meio – foi apresentada em audiência pública na Câmara Legislativa do Distrito Federal, na manhã desta segunda-feira, 13 de dezembro.

A notícia de que as três subestações que garantirão a energia necessária para o funcionamento do campus só ficarão prontas em maio pegou de surpresa a comunidade da UnB presente na audiência. “Estou perplexa e muito preocupada”, declarou a diretora da unidade, Diana Pinho. Segundo a professora, caso os laboratórios não estejam prontos para o início do próximo semestre letivo, em 21 de março, o ingresso dos 240 calouros e a oferta de disciplinas ficam comprometidos.

O diretor do Centro de Planejamento Oscar Niemeyer (Ceplan) da UnB, Alberto de Faria, explica que, sem as subestações, os oito laboratórios do prédio da Unidade de Ensino e Docência (UED), prometido para março, não funcionam. “Não há energia suficiente para abastecer a edificação e os equipamentos. Também não há tempo hábil para montar e testar essas subestações antes de maio”, avaliou o arquiteto.

Diante dos questionamentos da comunidade e da deputada distrital Érika Kokay (PT), única parlamentar presente na audiência, o secretários de obras do GDF, João Batista Padilha, e o presidente da Novacap, Celso Roberto Machado, garantiram que o primeiro prédio da UnB Ceilândia será entregue em março com energia elétrica. “Vamos nos reunir com a UnB e a CEB para ver o que é preciso para complementar a energia já usada na obra com geradores”, garantiu Batista, que justificou o probelma com as mudanças feitas no projeto original.

A saga da comunidade de Ceilândia pela entrega do campus da UnB começou ainda em 2006, com o lançamento da pedra fundamental. Inaugurado em 2008, os cinco cursos da área de Saúde, hoje abrigados de forma provisória no Centro de Ensino Médio 04, já funcionaram em dois locais improvisados e sem a estrutura adequada para o aprendizado dos 1,2 mil estudantes e as pesquisas dos 66 professores da unidade.

O aluno de Saúde Coletiva e membro do Diretório Central dos Estudantes (DCE), Florentino Padilha, classificou a atitude das autoridades diante do marasmo na conclusão da obra gerenciada pelo GDF como “irresponsável”. “Temos alunos do quinto semestre com estrutura do segundo semestre. A formação dos profissionais está comprometida pela falta de espaço”, observou. “Estão lidando com sonhos não só de estudantes e professores, mas da maior cidade do Distrito Federal”, completou o jovem.


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