O GDF matou a gestão democrática nas escolas públicas

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Na próxima quarta-feira, dia 27 de novembro, acontecerá nas escolas públicas do Distrito Federal a eleição para diretor e vice. Este deveria ser um dia de grande agitação nas escolas, com muita disputa de ideias, movimentação de eleitores, ampla participação da comunidade em geral, e efetiva atenção ao processo por parte das autoridades do Governo. O que está acontecendo, porém, aponta para o contrário.

Na página principal do site oficial da Secretaria de Educação não há nada que lembre o evento. Na mídia, apesar de ser o Governo que mais gastou com publicidade em todos os tempos, não existe sequer uma chamada à comunidade. Também não se vê autoridade da Educação local falando no assunto.
Também não é para menos, uma vez que o próprio atual Governo do Distrito Federal matou a gestão democrática nas escolas públicas. Aliás, o projeto já nasceu morto.
Nasceu morto por que o GDF foi incapaz de articular com a sociedade em geral um projeto de gestão democrática e participativa das escolas públicas. O projeto que foi aprovado tem mais de 70% do seu texto copiado de um texto do Sinpro, pois os gestores daquele momento não conseguiram avançar numa proposta.
O Governo matou a gestão democrática ao desvalorizar os próprios gestores; ao reduzir indiscriminadamente o número de supervisores em 2012; ao aumentar as responsabilidades não melhorar a gratificação pelo exercício do cargo de gestor escolar; ao oferecer apoio jurídico, contábil e administrativo para auxiliar na gestão dos recursos recebidos pelas instituições de ensino; ao dar um calote brutal nas escolas suspendendo o repasse do PDAF. Isso sem falar da imposição de projetos como escola integral, ciclos, semestralidade. Tudo feito em cima da hora e sem a correspondente preparação junto aos gestores locais.
O resultado de tudo isso é que quarta-feira será um dia melancólico, ao invés de termos uma agitação democrática nas escolas. Na maioria delas o pleito contará apenas com uma única chapa. Dessas, o índice de reeleição será altíssimo, não por que a atual gestão seja necessariamente boa, mas pelo fato de ninguém mais querer “pegar o abacaxi”.
O quadro na verdade é lamentável, é triste, é vergonhoso. É a prova daquilo que tanto denuncio neste blog: a Educação não faz parte das prioridades da atual gestão. É um estorvo, um peso, um problema.
A questão, porém, é que com tudo isso mais uma bela bandeira construída ao longo de tantos anos de luta por movimento populares e militantes das causas sociais vai sendo rasgada pela atual gestão do Distrito Federal.
Lamentável…
Por Washington Dourado

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