Obra iniciada em 1º dia de aula faz escolar reduzir turno em Ceilândia.

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Mercedes Silva mostra bilhete entregue às crianças da turma da filha dela, em escola do DF (Foto: Raquel Morais/G1)
Obras começadas exatamente no dia do retorno às aulas na rede pública do Distrito Federal, na quarta-feira (5) da semana passada, estão comprometendo as atividades na Escola Classe 50, no Setor P Sul, em Ceilândia. Pais reclamam que apenas um dos quatro blocos da instituição está disponível e que há cadeiras espalhadas para todos os lados.

Mãe de uma aluna do 3º ano, a dona de casa Mercedes Silva disse que os pais estão indignados. “Está todo mundo estranhando, todo mundo reclamando. Exatamente quando as aulas começariam é que eles decidiram começar as obras na escola. Está uma precariedade total. Os meninos ficam no meio da bagunça”, afirma.
Por causa da reforma, as aulas foram adiadas para essa segunda-feira, quando a obra supostamente teria acabado. Com a continuidade da intervenção, as turmas passaram a funcionar em turnos reduzidos, com pouco mais de duas horas por dia de aula, cada.

A Secretaria de Educação informou que fez obras de manutenção em 291 escolas da rede pública nas férias e que identificou “a necessidade de também realizar manutenções na rede elétrica e no telhado da Escola Classe 50 de Ceilândia, que não estava na lista.”
Para piorar, segundo Mercedes, a classe da filha dela não vai ter aula nesta terça, porque a professora vai estar de atestado. “Minha filha estuda lá desde o ano passado. Ano passado também era um caos. Professor sempre de abono, ela chegou a passar um mês sem aula”, disse. “Amanhã não tem aula, porque a professora tem médico.”
De acordo com a pasta, “o serviço foi iniciado imediatamente com previsão para término em um mês, sem prejuízo para os alunos” e que, “após tomar conhecimento do prejuízo, readequou o cronograma de manutenções na escola para que o ano letivo não sofra as consequências e que o serviço seja concluído”.
Sobre a falta de professores, a secretaria disse a necessidade de professores nas escolas é encaminhada para a Coordenação Regional de Ensino (CRE), que envia os substitutos para essas vagas. “É importante ressaltar que carências acontecem em virtude de licenças previstas em lei. No caso da Escola Classe 50, a CRE de Ceilândia já foi informada e encaminhará professores substitutos para a unidade educacional imediatamente”, informou.
Fundada na década de 80, a escola fica na EQNP 24/28 e atende alunos da educação infantil e do ensino fundamental.
As aulas dos 417 mil estudantes matriculados na rede pública de ensino do DF voltaram na última quarta para que os alunos possam ser liberados durante a Copa do Mundo, informou o secretário de Educação, Marcelo Aguiar.
A expectativa era de que os jovens não encontrassem problemas estruturais nas escolas, já que desde o fim do ano letivo de 2013, de acordo com o governo, 291 delas passaram por um mutirão de consertos e pequenas reformas. O investimento foi de R$ 3,5 milhões.
O GDF também disse ter nomeado mais de 700 novos professores efetivos em janeiro para evitar que turmas fiquem sem aulas. O governo informou que prevê para abril a homologação do novo concurso.
Falta de gás

Na semana passada, a falta de gás para fazer lanche para as crianças também reduziu o turno em uma escola de Ceilândia. Com erros de português, um cartaz afixado na entrada da da Escola Classe 13, em Ceilândia Norte, avisava do problema.

“Fui à escola no horário do almoço para confirmar a sala em que minha filha teria aula. Aí levei esse susto. Como assim? Já? O ano nem começou e já falta gás na escola?”, questionou, indignado, o educador Célio Marques.
Por G1

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