ONS E OFFS – Por Lívio di Araújo.

Compartilhe essa matéria

Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on telegram
Longe

Muito se especulou durante todo o dia de ontem sobre quem teria plantado na imprensa a notícia de uma possível união entre os ex-governadores Arruda, Roriz e o ex-senador Luiz Estevão em 2014. Desmentida na edição de segunda-feira pela coluna, sabe-se, pelas declarações em on e em off dos envolvidos, que tal união não existe. A coluna apurou ainda que ficou faltando, para completar o “quarteto com grande rejeição”, faltou um nome: o ex-vice-governador Paulo Octávio. Curioso, não?

Fonte

É sabido na cidade que PO transita bem com os três políticos – Roriz, Arruda e Estevão –, mas estranhamente não foi citado como possível composição para 2014. Por que? Especulações a parte, fatos ainda mais curiosos é que interessam agora… Paulo Octávio estava sumido da mídia. Mas começou a aparecer. Dá entrevistas e se tornou, segundo fontes da coluna, “fonte” de alguns jornalistas locais e nacionais.

Sem mácula

O reaparecimento de Paulo Octávio tem foco, claro. PO tenta, há algum tempo, desfazer a mancha que ficou em sua imagem durante a catastrófica abertura da Caixa de Pandora – que derrubou o ex-governador Arruda e acabou lhe derrubando também. Ainda segundo fonte, Paulo Octávio teria pretensões de voltar à vida pública para “encerrar sua carreira política”. Mas nesta linha de raciocínio, não seria de bom tom anunciar que estaria ligado ao nome do “trio parada dura”, não é mesmo?


E filiado

E nem adianta pensarem que pelo fato de ter renunciado ao GDF, PO seria um “ficha suja”. Ele está isento, até agora, da Justiça. Como decisão do STF diz que a lei não pode retroagir, provavelmente cole com Paulo Octávio caso realmente ele tente voltar à política. E quanto ao fato de ter pedido desfiliação do DEM… Bem… Alguém aí soube da resposta do partido sobre o assunto?! Parece que nem ele. Nem ele…

Um nó

Causou muito desconforto ao PSDB o pedido de impeachment contra o governador Agnelo Queiroz proposto pelo ex-deputado distrital Raimundo Ribeiro. Embora PSDB seja oposição ao PT também no DF – sem muita atuação, é claro –, sabe-se que o presidente da legenda, Márcio Machado, não gostou nadinha do “atropelo” do neófito Ribeiro.


O “bolão” para Jaqueline Roriz na Câmara dos Deputados está intenso. Segundo uma fonte, apostam-se mais na anistia da parlamentar que na cassação. Mas quem parece não estar muito acreditando nas apostas é o suplente Laerte Bessa. Embora tenha sido aliado de Roriz a vida toda, nessas horas deve valer a máxima: “Amigos, amigos. Negócios, a parte”.

EDITORIAL

Paramos no Brasília 49 anos?

A onda de denuncismo que se instalou em Brasília desde 2009 tem demorado a passar. Parece que paramos em “Brasília 49 anos”. Parados e prejudicado, e muito, o andamento da cidade, diga-se de passagem. Se a preocupação dos políticos forem, semanalmente, as chamadas “denúncias da mídia”, dificilmente a cidade conseguirá dar passos mais largos rumo ao futuro. Nada pior se não fosse o risco real de “catastrofizar” o que há por vir.
Verdes, vermelhos, azuis, amarelos, cor de abóbora. Todas as cores à espera da “queda” de fulano ou de ciclano. Mas o problema é que muita coisa acaba “caindo” junto. Bom, para uma cidade que está prestes a receber uma Copa do Mundo em três anos, por exemplo, nada poderia ser pior. Esperar apenas pela “queda” é estagnar esperando passar vergonha frente ao restante do mundo. E cá para nós, coisa que brasileiro odeia é passar vergonha. Se há denúncias tão fortes capazes de levarem à queda, que se façam públicas e que façam o estrago que prometem…
Investigar possíveis atos de corrupção, falhas no andamento de gestões, fiscalizar gastos do governo e dos parlamentares é tarefa sim de qualquer cidadão. Exigir que tenhamos uma cidade livre da corrupção é, acima de tudo, dever de todos. Mas para tudo isso – os brasileiros devem aprender –, não é preciso “sentar no toco à espera do fim do mundo”. Enquanto não “caem” os que se espera cair, cai a qualidade de vida, cai o bom andamento da cidade, cai a gestão. E nessa queda, quem perde mais é a própria população.
Denúncias não devem sobrepor ações. E isso vale não apenas para aos denuncistas, mas também para os denunciados. Até que se prove o contrário, todos são inocentes, diz a máxima jurídica. Pois bem, até que se prove o contrário, a administração pública também não pode parar, pede o povo. E que possamos seguir adiante com um pouco menos de leviandade e muito mais responsabilidade. Já passou da hora de Brasília começar a acreditar e passar a comemorar seus 50 anos, 51, 52, 52… E não pode ser a partir do 100, pelo amor de Deus!


Por Lívio di Araújo.

Imagem, Google.

Deixe uma resposta

Veja Também:

Últimas Postagens

Siga-nos nos Facebook

%d blogueiros gostam disto: