Operação Jackpot da PCDF apreende 11 máquinas caça-níqueis em Ceilândia.

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A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), por intermédio da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (DECO), prendeu, por força de mandado de prisão temporária, três homens acusados de envolvimento em organização criminosa, ligada a Carlos Augusto de Almeida Ramos, vulgo “Carlinhos Cachoeira”, na exploração de cassinos clandestinos no DF. As prisões ocorreram nas primeiras horas desta sexta-feira(24), durante a operação batizada de “Jackpot”.


 Na ação, que contou com a participação de 120 policiais civis, foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão, a maior parte no Plano Piloto.
A operação é resultado de pelo menos seis meses de intensas investigações, realizadas a partir da Operação Monte Carlo, deflagrada pela Polícia Federal, que levou Cachoeira e alguns comparsas do esquema criminoso à prisão.
Alguns deles, depois de soltos, migraram para a Capital Federal, onde, nos últimos meses, exploraram pelo menos sete cassinos de máquinas caça-níqueis no DF. Tal fato foi confirmado por meio de depoimentos de funcionários de bingos e após a apreensão de materiais em casas de bingo gerenciadas pela organização criminosa.
  No curso das investigações, os agentes apreenderam cerca de 80 máquinas caça-níqueis, sendo 13 em Sobradinho; 11 em Ceilândia; seis na Asa Norte; sete na Asa Sul; 16 em Valparaíso de Goiás; 14 no Gama; e 13 no Lago Norte. Conforme apurado, a distribuição dessas máquinas ilegais, em sala própria de jogo, não acontecia no Distrito Federal há pelos menos três anos.
Nas buscas realizadas nas residências de Raimundo Washington de Sousa Queiroga, conhecido por “Washington”, e de Otoni Olímpio Júnior, vulgo “Júnior”, localizadas no Setor Sudoeste/Brasília, e Jardim Botânico II/Lago Sul, foram localizados computadores e materiais relacionados à jogatina. Os dois são acusados de liderar a exploração da jogatina no Distrito Federal e já haviam sido presos na Operação Monte Carlo. Eles também integram a “Família Queiroga”, chefiada por José Olímpio de Queiroga Neto, que há duas décadas realiza a exploração de máquinas “caça-níqueis” no Espírito Santo e em Goiás.
 Antônio José Sampaio Naziozeno e Edvaldo Ferreira Lemos, comparsas da dupla no esquema, ainda estão foragidos, com mandados de prisão expedidos pela Justiça. Por meio das diligências, verificou-se, ainda, que Edvaldo seria o responsável pela montagem das máquinas clandestinas.
 Bruno Gleidison Soares Barbosa, gerente de cassinos clandestinos e responsável por instalar e fazer a manutenção das máquinas do grupo, também foi preso durante a Operação Jackpot. Na casa dele, no Setor Sul do Gama, os policiais apreenderam planilhas dos jogos de bingo.
Todos os autores responderão por formação de quadrilha, crime contra a economia popular, lavagem de dinheiro e contravenção penal de jogo de azar.

Saiba mais:
Os cassinos do grupo eram montados em boas casas, especialmente preparadas para a jogatina, onde eram servidas até refeições. A maioria dos apostadores eram idosos, moradores de Brasília e com alto poder aquisitivo. Funcionários de confiança e taxistas, que também atuavam no entorno do DF, faziam o transporte dos apostadores. As máquinas empregadas na jogatina utilizavam “softwares” de última geração para reconhecerem cédulas de até R$ 100.

Divisão de Comunicação/DGPC

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