Operação prende oito por pirataria no centro de Ceilândia.

Compartilhe essa matéria

Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on telegram
Oito vendedores de material falsificado, entre eles quatro mulheres, acabaram presos na tarde desta quinta-feira (27) durante a operação Cidade Livre de Pirataria, realizada pelo Comitê de Combate à Pirataria do DF. Cerca de 8,4 mil produtos, entre mídias e óculos, foram apreendidos. Dois carros que eram usados para a prática do delito também ficaram retidos na delegacia.

A ação foi realizada em conjunto entre a Secretaria da Ordem Pública e Social (Seops) e a Delegacia de Combate aos Crimes Contra a Propriedade Imaterial (DCPim), com o apoio de policiais militares.  
“Nossas equipes monitoraram a venda de produtos piratas por pelo menos três dias para que realizássemos a ação já com alvos pré-definidos”, explica o subsecretário de Operações da Seops, Carlos Alencar.
Os presos, cinco deles com passagem pelo mesmo tipo de crime, têm idade entre 23 e 49 anos. Eles trabalhavam ilegalmente de forma de ambulante, em frente às lojas da área central da cidade. Todos foram liberados após pagar fiança – com valores entre R$ 200 e R$ 1,5 mil – ou assinar termo circunstanciado.
O flagrante ocorreu por volta das 14h30. Logo no início da ação, agentes e policiais encontraram um carro que tinha o porta-malas repleto de CDs e DVDs piratas. A vendedora, M. S. A. F., de 36 anos, possui outra passagem pela polícia, também pela venda de mídias piratas.  
Pela reincidência, e quantidade de material apreendido, cerca de 4 mil, a suspeita recebeu o valor mais alto de fiança, R$ 1,5 mil. O carro que ela usava para o crime, um VW/Voyage, ficou retido na delegacia.
O outro carro recolhido na ação, um Audi A3, tinha no porta-malas aproximadamente 1,5 mil mídias. Consta na ficha criminal do suspeito e dono do carro, D.G.S., 36, passagens por pirataria e lesão corporal. Ele foi liberado depois de pagar fiança de R$ 1 mil.
“O que chama a atenção é que eles usavam carros que não estão entre os mais populares. Cada um pode custar até R$ 40 mil. O que demonstra como os suspeitos lucravam com esse tipo de atividade criminosa”, afirma o delegado-chefe da DCPim, Luiz Henrique Sampaio.
Os demais acusados vendiam a mercadoria em expositores. Em caso de condenação, cada um poderá pegar até quatro anos de prisão pelo crime de violação do direito autoral, previsto no Artigo 184 do Código Penal.
Além dos vendedores de mídias, foi detido também um homem que comercializava 95 óculos de sol em um expositor improvisado. Ele foi liberado depois de assinar um termo circunstanciado e deve responder por crime contra marcas. A pena, que pode chegar a três meses de reclusão, poderá ser revertida em multa.
Comitê
A operação – que contou com o efetivo de 18 homens – faz parte do programa de ações do Comitê de Combate à Pirataria e Outros Delitos Contra a Propriedade Intelectual e Comércio Ilegal. O colegiado, coordenado pela Seops, tem como membros as secretarias de Segurança Pública, de Governo e de Fazenda.
O grupo possui, ainda, acordo de cooperação firmado com a Receita Federal do Brasil e com o Conselho Nacional de Combate à Pirataria (CNCP), órgão ligado ao Ministério da Justiça.
Em quase três anos de atuação do colegiado, que foi instituído em junho de 2011, cerca de três milhões de produtos piratas foram apreendidos no DF e aproximadamente de 500 pessoas acabaram presas por envolvimento na venda, distribuição ou fabricação de materiais falsificados.

Agência Brasília


Deixe uma resposta

Veja Também:

Últimas Postagens

Siga-nos nos Facebook

%d blogueiros gostam disto: