Palco armado, espetáculo sem brilho

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Assim foi o resultado da audiência pública promovida ontem(27), a oito meses do Carnaval de 2012, na Câmara Legislativa do Distrito Federal, uma armação mal feita, um debate polêmico e inócuo sobre a retirada do carnaval de Ceilândia. Convocados pelo deputado Raad, representantes das escolas de samba do Distrito Federal, parlamentares, secretaria de cultura, comunidade, empresários, divergiram sobre o assunto e ao final não se chegou a resultado nenhum. Durante o evento a palavra foi fraqueada a todos, restando somente um incidente no qual um aprendiz no exercício da democracia quis interromper as falas de quem se manifestava contrario a retirada do carnaval de Ceilândia
A Associação Comercial de Ceilândia, por intermédio de seu presidente, Clemilton Saraiva, defendeu um calendário permanente de repasse de recursos para as escolas de samba; a definição de espaços para que as escolas se estruturem nas suas cidades de origem; e, também, defendeu a construção do ceilambodromo com vistas a disponibilização de uma logística minima para que as escolas se acomodem durante os desfiles em Ceilândia.
Os debates giraram em torno do retorno do carnaval para o plano piloto, o que requer a continuação dos gastos com montagem de arquibancadas. O que se verificou é que o “bode” em discussão, não é Ceilândia, e sim a falta de logística para as escolas de samba. Notou-se, também, que retornar o carnaval para o plano piloto é continuar realizando gastos permanentes anualmente. Ademais, o retorno para o plano reacenderia a discussão junto a população do plano piloto que não quer barulhos e que já gerou conflitos no passado com os blocos carnavalescos. Além do mais a área tomada de Brasília não prever espaço para construção de espaço carnavalesco acessível ao povo que financia o espetáculo de momo.
Segundo registros de participantes, presentes à audiência pública, em Ceilândia, o público aparece em massa e prestigia os desfiles das escolas de samba. Já quando o evento era realizado no centro de Brasília, era um espetáculo para arquibancadas vazias. Diante destas constatações, relatos de pessoas presentes à audiência, asseguram que agora só depende do governador Agnelo a tomada de decisão para retirar o carnaval de Ceilândia. Sendo assim, cabe perguntar ao governador se ele está disposto a assumir o ônus de tal medida e enfrentar a rejeição da população de Ceilândia, tendo em contrapartida o apoio de alguns descontentes. Ceilândia -DF 28 de junho de 2011.
Associação Comercial de Ceilândia – ACIC

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