Paranoá abre comportas aos ratos. Buriti pode ter surpresa

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Foto: Google Imagens

Está para acontecer em Brasília algo parecido com o ocorrido em Hamelin, na Alemanha, no Século XIII.  Lá um flautista salvou a cidade dos ratos com o seu instrumento encantado e a ratada que infestava a comunidade o seguiu até o Rio Weser.
A praga de ratos morreu afogada, deixando livre a cidade da peste. Mas os dirigentes na ocasião que haviam prometido uma moeda por cabeça não cumpriram o acordo com o flautista. Diz a lenda que, por vingança, ele acionou novamente a flauta e levou todas as crianças da cidade à mesma cilada.

Agnelo Queiroz não encontra um único concorrente ao Palácio do Buriti. Não tem a menor razão para dar uma miserável moeda aos flautistas oponentes nem precisa proteger suas crianças. As pesquisas que apontam sempre, em qualquer cenário, Arruda em primeiro na preferência do eleitor e Roriz em segundo, dependendo do cenário, não revelam a realidade da oposição.
Reguffe aparece em segundo quando é estimulado aos entrevistados. Mas o pleito de 2014 dificilmente terá Arruda, Roriz ou Reguffe como candidatos ao Buriti.
Na guerra das pesquisas, nenhum instituto ousou perguntar ao eleitor o seguinte: “Você votaria em um nome novo, que não fosse nenhum desses conhecidos?” Especialistas acreditam que as respostas seriam diversas, mas que, somadas, dariam um percentual majoritário ao sim, votariam sim em um nome novo.
O vício de décadas prevalece nas estruturas políticas antigas, os incompetentes se locupletam da conveniência de terem mamado nas tetas da loba que emoldura o Palácio do Buriti durante anos e anos. Mas é preciso entender que a resposta oculta para a pergunta que nunca foi feita, está no inconsciente coletivo.
Há com certeza um espaço no cenário eleitoral para alguém que não é celebridade marcada por escândalos e maracutaias, por realizações fictícias e muito bem publicitadas.
Na televisão aparece um Alberto Fraga que não desejou ser governador porque não entendeu o flautista de Hamelin, mas que tem um refrão que já encheu o saco. Jofran Frejat é examinado por arqueólogos, dizem. Eliana Pedrosa está usando muito mal a televisão tentando imprimir uma palavra meiga, reverso da sua personalidade, e parodiando a Caixa Econômica Federal dizendo “vem”! Vem pra onde, por qual motivo?
Está tudo errado na oposição. Cada vez mais é aberta uma avenida para um cidadão menos conhecido, menos atacado, que empolgue o eleitorado com uma proposta divertida, inteligente, debochada, mas real. Tiririca foi o mais votado. O momento é de deboche, basta olhar com competência os acontecimentos e sair da redoma falida dos velhos tempos.
O vício é tão cruel que a mesma comunicação dos caudilhos de antigamente foi adotada por Agnelo Queiroz. Gente despreparada para enfrentar algo novo, surpreendente. Em Hamelin, embora desonesto, o dirigente da cidade ousou chamar o flautista.
Não há na situação ou na oposição qualquer profissional capaz de enfrentar uma estratégia inteligente. As fórmulas são velhas, previsíveis e incompetentes. Julgam o eleitor imbecil. Podem estar cometendo um erro fatal.
Especialistas cautelosos estão aguardando todos os atos falhos, examinando a essência do eleitorado que não é aquela que tanto a situação ou a oposição – está tudo misturado – acham que é. Se algum corajoso, desprovido dessa maldita chaga do antigo local, visceral, tiver simpatia por métodos mais elaborados, utilizados fora do território do Distrito Federal (de onde nunca saíram aqueles que hoje orquestram os conceitos dessa turma toda), será o vencedor nas próximas eleições.
Surgirá um exército de generais acima do poder da caneta e da flauta, porque terão em mãos após o dia primeiro de janeiro de 2015, ambos os instrumentos. O Ministério Público e o Tribunal de Contas vão agradecer a oxigenação e vão perceber que dias melhores chegaram. Ficarão livres dos acordes desafinados que a população do DF é obrigada a ouvir nas últimas cinco décadas.
Os ratos infestam os espaços públicos, mas os responsáveis acreditam que as casas já estão acostumadas e os moradores até adotam alguns espécimes por falta de opção, dão ração e passam a mão na cabeça. Mas pode haver surpresas à frente. Tem flautista de plantão esperando a hora de soltar um sustenido.
Não há rio por perto, mas o Lago Paranoá aguarda o suicídio dos ratos. O ano de 2014 poderá ser o mais metafórico de todos os tempos. E fazer um vencedor que esteja acima dos acordos escusos e da caneta. Quem viver verá.
Por Notibrás

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