Parto é realizado na UPA de Ceilândia, mesmo sem estruturas para o procedimento.

Compartilhe essa matéria

Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on telegram

A rotina e agitação da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Ceilândia foram alteradas hoje (13), pela manhã. Sentindo fortes dores, a paciente Ana Paula Alves de Souza, de 20 anos, com ajuda de vizinhos, procurou o atendimento. Não daria tempo de chegar ao Hospital Regional de Ceilândia (HRC). Quando foi atendida, por volta das 11h, já estava com 10 cm de dilatação.
Às 11h30 nasceu um lindo bebê, pesando 2,805 kg e medindo 48,5 cm. Ana Paula não sabia com quantos meses de gravidez estava, pois não compareceu às consultas do pré-natal no centro de saúde. “A minha casa é longe, moro no Sol Nascente, não passa ônibus e eu não dava conta de ir à pé até o posto”, relata.

É o terceiro parto da jovem mãe. “Minhas outras duas filhas também nasceram rapidinho, não deram trabalho. Esse também veio muito rápido”, conta Ana Paula.
O esposo de Ana Paula está desempregado, assim como ela. “Não tive como fazer o enxoval, mas minha cunhada vai me ajudar doando algumas roupinhas”, diz.
O parto de Ana Paula foi rápido, sem intercorrências. As médicas Júlia Tolentino e Bruna Frota fizeram o procedimento com ajuda da equipe de enfermagem da sala vermelha da UPA. “Senti uma sensação boa, quando a gente ajuda uma mãe e o bebê nasce com saúde, o trabalho é recompensador”, ressalta Júlia Tolentino.
Mesmo satisfeita com a realização do primeiro parto na UPA, Bruna Frota, que também é gerente da unidade, informa que as acomodações do setor não foram preparadas para a realização deste tipo de procedimento. “Não vamos negar assistência a nenhuma mulher que nos procure em franco trabalho de parto, mas não temos estrutura para realizá-lo. Nossa equipe é composta por clínicos e pediatras, que não são especializados em fazer partos”, esclarece.
Ana Paula e seu filho foram levados para o centro obstétrico do Hospital Regional de Ceilândia (HRC), passaram por exames e não têm previsão de alta.
Agência Brasília

Deixe uma resposta

Veja Também:

Últimas Postagens

Siga-nos nos Facebook

%d blogueiros gostam disto: