Patrício denuncia ditadura do Buriti

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A Câmara Legislativa do Distrito Federal vive desde as primeiras horas desta quinta-feira um clima de guerra. Milhares de policiais e bombeiros militares, a grande maioria a paisana, invadiram o auditório e os corredores da Casa, exigindo a imediata renúncia do governador Agnelo Queiroz.

O grito de guerra, inspirado no deputado Patrício (PT), ex-cabo da Polícia Militar, soou estrondoso e foi ouvido do outro lado do Eixo Monumental, fazendo tremer os pilares do Palácio do Buriti: “Fora Zero Um”, numa referência a Agnelo.
O tom do clima de confronto foi dado na véspera, quando Patrício, ex-presidente do Legislativo brasiliense, usou a tribuna para acusar Agnelo de manobrar com os oficiais para tentar acabar com o movimento da categoria por melhoria salarial.
Para Patrício, a manobra dividiu oficiais e praças das duas corporações, uma vez que a assembleia com cerca de 10 mil participantes, realizada na véspera, havia rejeitado a proposta do governo. À noite, segundo o distrital, os coronéis que comandam as corporações articularam um novo encontro com oficiais para aceitar a proposta.
– Os praças não aceitam o acordo e não respeitam mais os oficiais. Vamos ocupar a Câmara para mostrar que a manobra feita pelos oficiais é um atentado à democracia”, afirmou o petista, enfatizando que o ato marcará o começo de “uma guerra”.
“Vamos mostrar como se faz um bom combate. Passei 131 dias preso na Papuda por lutar pelos direitos da categoria e não vou admitir que meu partido instaure uma ditadura. Não tenho medo de advertência ou de punição. Estarei ao lado dos praças e contra o golpe dos oficiais”, completou Patrício.
Por José Seabra

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