Pelada tradicional e irreverente marca o 1º dia do ano em Ceilândia

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Na manhã do primeiro dia do ano, uma partida de futebol na Quadra 9/11 do Setor O, em Ceilândia, já virou tradição. A disputa entre o time dos casados contra os solteiros da região reúne atletas de fim de semana que substituem os uniformes por fantasias engraçadas e até maquiagem. As famílias dos jogadores também participam da confraternização, que acontece há 22 anos e sempre termina com um lanche entre os moradores.

As fantasias escolhidas, normalmente, estão relacionadas com a política, esporte, novelas, desenhos, profissões e até os clássicos do cinema. Entre os que mais se destacaram ontem, estavam os atletas vestidos iguais aos personagens do famoso seriado mexicano Chaves, como a Chiquinha, Dona Florinda, Pópis e Dona Clotilde. 
A preparação para o futebol começa muitos dias antes da data, com reuniões mensais entre os participantes para definir os detalhes.

UNIÃO
 Fantasiado de policial, um dos organizadores da partida, o servidor público Marcelino Bonfim, de 53 anos, explica que a ideia de marcar o evento surgiu com o objetivo de unir a comunidade, além de celebrar com otimismo e alegria a chegada do novo ano. 
“A aceitação foi tão grande que, hoje, muitos jovens daquela época já são pais de família e jogam com os próprios filhos. Além disso, a diversão também está garantida para as esposas, que preparam as fantasias dos maridos”, conta o morador do Setor O.
Competição fica em segundo plano
 O auxiliar de serviços de limpeza Luciano da Silva Paiva, 40 anos, que compõe o time dos casados há dez anos, levou a filha Luciana, 13, para a festa. A garota foi a responsável pela fantasia do pai, que estava vestido de Peppa, a famosa porquinha rosa. “Antigamente, a vontade de sair vencedor da partida  era muito maior. Agora,  nossa preocupação é nos divertir”, diz.
Fantasiado de Pópis, personagem do Chaves, o estudante Luis Eduardo de Oliveira Macedo, 16, participa pela segunda vez do evento. “Meu pai é um dos organizadores, desde criança conheço essa tradição e acho uma maneira  engraçada de começar o ano. Normalmente, improvisamos as fantasias, mas, hoje, alugamos a roupa para deixar a brincadeira ainda mais divertida”.
Família toda participa
Para o guia turístico Paulo Marcelo da Silva, 45 anos, que compõe o time dos casados, o evento é uma maneira engraçada de esquecer os problemas e dificuldades do ano que passou. Acompanhado da esposa, a dona de casa Naira Carvalho, 42 anos, Paulo conta que foi fantasiado de “Mariposa Enfeitada” e teve a ajuda de toda a família na hora de se arrumar. 
“Hoje, estou usando o vestido da minha irmã e acessórios improvisados de vários parentes. É uma oportunidade de fazer piada com os amigos e com a família. Meu filho mais velho, por exemplo, joga no time dos solteiros”, afirma o guia turístico, ressaltando que participa da confraternização desde o início.
Segundo Naira, ela se diverte muito mais do que os próprios jogadores. “Todo ano, eu produzo meu marido e meu filho mais velho. O evento já virou algo sagrado para a nossa família. É muito engraçado ver a criatividade das fantasias”, comemora.

Por Manuela Rolim do JBR

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